sexta-feira, 30 de julho de 2010

Pitangueira florida e geada: uma poesia

Cordas De Espinho
(autor desconhecido)

Geada vestiu de noiva
Os galhos da pitangueira
Ainda caso com Rosa
Caso ela queira ou não queira

Pra domar o meu destino
Comprei um buçal de prata
Nem um pesar me derruba
Qualquer paixão me arrebata

Acordoei minha viola
Com seis cordas de espinho
Meu canto tem cor de sangue
Teu beijo gosto de vinho

Fui aprender minha milonga
Nas águas claras da fonte
E o canto do quero-quero
Mais que um aviso é uma ponte

E o canto do quero-quero
Mais que um aviso é uma ponte


quinta-feira, 29 de julho de 2010

Circula na internet: Morre lentamente...


VOCÊ QUER SER ASSIM?


Morre lentamente
quem não viaja,
quem não lê,
quem não ouve música,
quem não encontra graça em si mesmo

Morre lentamente
quem destrói seu amor próprio,
quem não se deixa ajudar.

Morre lentamente
quem se transforma em escravo do hábito
repetindo todos os dias os mesmos trajectos,
quem não muda de marca,
não se arrisca a vestir uma nova cor
ou não conversa com quem não conhece.

Morre lentamente
quem evita uma paixão e seu redemoinho de emoções, justamente as que resgatam o brilho dos olhos e os corações aos tropeços.

Morre lentamente
quem não vira a mesa quando está infeliz com o seu trabalho, ou amor,
quem não arrisca o certo pelo incerto para ir atrás de um sonho
quem não se permite, pelo menos uma vez na vida,
fugir dos conselhos sensatos...

Viva hoje !
Arrisque hoje !
Faça hoje !
Não se deixe morrer lentamente !
NÃO SE ESQUEÇA DE SER FELIZ
(autor desconecido)


                                                      (créditos da foto: http://globoesporte.globo.com/ESP/Noticia/Surfe/)

terça-feira, 27 de julho de 2010

Dia dos Avós - 26 de Julho

   Prezados leitores.
   Ontem foi comemorado o dia dos avós. Eu tive somente o privilégio de conviver com a mãe do meu pai, a vó Gertrudes. Ela era uma figura ímpar: doce, querida, parceira e aliada em certos momentos. Em outros momentos era impulsiva, mandona, mal-humorada, ranzinza e inconformada. Seu humor bailava entre os extremos de acordo com a necessidade do momento. Talvez fosse o resultado de anos de muito trabalho para criar os doze filhos pois enviuvara quando os mais velhos estavam a recém saindo da juventude.
    Das lembranças que guardo dela, assim como era seu gênio, guardo os dois extremos: para o inverno cortávamos 100 talhas de lenha (isto é uma montanha) a mão com uma serra de arco e ela ficava sentada defronte ao burrinho (cavalete para segurar os paus) e tinha na mão uma varetinha que era a medida certa para o pau render 4 pedaços de 25 centímetros. E quando a gente se rebelava, a varetinha era usada para surrar nossos dedos.
    A lembrança doce que guardo dela é quando me acidentei aos 12 anos e caí de um pé de laranjas quando finquei um toco na perna. Na época não se ia a médico nem hospital. Se curava em casa, Fiquei acamado um mês inteirinho e neste tempo ela pacienciosamente me ensinou a ler o alemão gótico, herança que guardo até hoje e com felicidade leio este jeito estranho de escrever que poucos dominam.
   Abaixo um texto traduzido do meu blog de língua alemã Hunsrickisch feito especialmente para o dia dos avós:

    Dia dos Avós

    Querida vovó e querido vovô. Hoje é seu dia, é um dia especial para vocês e quem se alegra somos nós. Nós nos alegramos porque temos vocês conosco e porque vocês nos dão seu conhecimento, seu amor e sua companhia.
    Vocês estão sempre do nosso lado nos ajudando e nos protegendo. Vovô (vovó) você é como ninguém, você é tão especial que seu amor é suave, ele dá calmaria e boas sensações.
    Vovó (vovô), nenhum tempo na terra é suficiente para pagar a você todas as alegrias que você já nos deu: quando eu fizera alguma arte, você me protegeu do chinelo da mamãe. Para vocês eu sempre fui a criança que não fez nada de errado.
    Você sempre brincou comigo. Nunca era demais para você. Quando você também estava cansado (a), sempre tinha um pouco de tempo para brincar comigo. Você me ensinou a rezar e a honrar a Deus. Também me ensinou as letras góticas alemães.
    Vovô (vovó), se lembra quantas vezes  me contou histórias para eu dormir quando não conseguia pegar no sono? Então eu sempre tinha medo das assombrações ou do capeta. Então você me acarinhava e contava histórias do teu tempo de juventude. E eu então, pegava suavemente no sono.
    E, quando eu estava doente, quantas vezes você fez comida boa para mim, para que eu ficasse novamente logo bom. É incontável quantas vezes isto aconteceu. As vezes até eu simulava doença somente para ganhar tua comida boa.
    Você também deu o primeiro banho em seus netinhos e ajudou a jovem mãe a começar a criar o filho.
    Vovó (vovô) para mim você é um anjo branco que protege toda a família e que de coração se preocupa por todos nós.
    Hoje é o seu dia. Seu amor está forte em meus pensamentos e o que eu também quero dizer é que eu amo você! Melhor dito, amo muito! Também sou grato de coração que você está conosco e que voc^´e é minha vovó e vovô!
    Nós desejamos todos, de que vocês ainda fiquem por muitos anos em nosso meio. Muita sorte, muito amor, muita alegria e os melhores desejos neste seu dia dos avós!



quarta-feira, 21 de julho de 2010

Dia do amigo

Não vá pensando que eu me esqueci deste dia tão importante. Quero escrever algo bem especial e para tanto não me sobrou tempo ainda. Em breve, estarei postando aqui. Por enquanto, fique com este alfabeto que achei na net:



                                                      (clique na imagem para ampliá-la)

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Última foto batida pela Voyager 1 em 1990

      Esta foto é histórica, pois mostra o planeta Terra visto de uma distância onde jamais outro objeto espacial esteve. Trata-se da últim foto batida pela nave Voyager 1 em 1990, onde a Terra aparece como uma mini luazinha perdida na imensidão do Cosmos.
      Atualmente, a Voyager 2 ainda continua sua viagem para fora do sistema Solar, distante a 17 trilhões e meio de quilômetros distante, viajando há 33 anos e mantendo contato com a terra. Suas informações levam 16 horas para chegar até aqui, viajando na velocidade da luz.

             No meio da imagem, em branco, a insignificante Terra.


Outra visão da mesma foto:
(clique na foto para ampliar o texto)

 

Concurso sobre o Hino de Bom Princípio

    Gente, já fazem 28 anos que Bom Princípio, município pertinho daqui, apenas 8 quilômetros distante, se emancipou. 
    Algum tempo depois fizeram lá o concurso para  a criação de um hino para o município. Eu participei, mas, nem sequer figurei entre os destaques, nem tampouco ganhei. 
    Nestes dias, mexendo em meus alfarrábios, descobri o texto datilografado, juntamente com os acordes que formaram esta canção com a qual participei. E, para ficar na lembrança, eis a cópia do original: (Clique em cima para vê-lo em tamanho ampliado)

sábado, 17 de julho de 2010

Conflito de Ideias

 

Vento, vagão de poeira, zoeira,
Batalha natural, munição de pó.
Só e não só, faz chorar as venezianas,
As damas e meus olhos.
Lágrimas, dádivas, milhões de lágrimas,
Uma por uma, com suas histórias,
Seus segredos, seus medos,
Seus porquês, sem quês, suas memórias.
Áh! Porquês e mais porquês!
Por que vago e vazio... tudo é concreto:
Vento, porque, história... palavras!
Palavras lavradas sobre lavas e águas,
Ditadas em vão, sem objetivo
Como vivos projéteis da boca para fora.
Mora: brasa ou casa, inflama!
Emana o pensamento só nos sonhos,
Sem alento, tristonhos, como gotas
Marotas que descem, decrescem
Pela face-disfarce do olhar chorado.
E este magoado choro vem do coro
Do vento sem alento que até fez chorar
Mais alto que a mim próprio
O asfalto, as venezianas levianas.
Desportegidas e sem vidas
Como o morto sem conforto:
Confronto do espírito com a alma,
Na calma do meu conflito
Com meus ditos, porquês, odisseias,
Cefaleias, conquistas, listas e ideias.
                  Pio Rambo 07/07/1977

                                                          créditos a MOZANA AMORIM em: www.cecedilha.blogger.com.br/

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Lembrança Viva: Cebola Africana (Bowiea volubilis)



    Quando a minha mãe faleceu em dezembro de 1983, a família se reuniu para falar sobre ela e relembrarmos tantas coisa boas que ela fazia, que ela ensinava e que ela mostrava com seu modo de ser e seu modo de viver. Ela era uma pessoa muito educada, simpática e parceira. Gostava de todas as pessoas, e muitas vezes ficava na calçada em frente à nossa casa para conversar com quem passasse por lá, não importando se fosse pessoa da sua idade ou criança. E todos gostavam dela. Para as crianças geralmente tinha um doce ou uma bala embaladinho no bolso do avental.
    Seu maior hobby era manter um caderno rigorosamente atualizado com todos os nascimentos que aconteciam na nossa vila. Tinha o nome dos pais, o peso da criança, data e hora de nascimento e o nome. É uma pena que este caderno sumiu no meio de tantas modificações que já aconteceram nestes mais de 25 anos.
    Mas, um segundo hobby que ela tinha era o cultivo de plantas. Quanto mais exóticas, melhor. E ela mantinha com todo o carinho uma coleção de mais de 30 plantas diferentes, algumas tão exóticas que eu só havia visto na coleção dela. E, quando do seu falecimento, ao repartirmos souvenirs entre os irmãos, eu disse que gostaria de ficar com aquela planta estranha que era formada por duas cebolas verdes unidas e de dentro delas saindo um emaranhado de fios encarapinhados e verdes, que faziam a planta ficar interessante. Trouxe a planta para casa e a cuidei.
    Agora passados 27 anos em que ela partiu, a planta ainda está aí, viva, exuberante, mostrando que a natureza também tem vida longa quando cuidada. O nome da planta fui descobrir no ano passado: é CEBOLA AFRICANA. Seu nome é este porque a planta é nativa da África do Sul. Talvez também tenha inspirado o nome porque seus longos fios verdes são encarapinhados. Na literatura também é chamada de Cebolinha Japonesa e de Cebola Trepadeira. Seu nome científico é Bowiea volubilis.
    Bom, aqui, a foto que tirei dela hoje (14/07/2010), quando ela está lançando uma grande quantidade de hastes que vão se transformar num emaranhado e fios, os quais vou fotografar e atualizar aqui neste artigo.



                             Site com mais imagens: http://www.plantasonya.com.br/category/sementes-e-bulbos/page/5


Foto tirada em 23 de Agosto de 2012:



Dia 11 de Setembro de  2012,
S U R P R E S A:


Tive a grande felicidade de descobrir hoje, que após mais ou menos 10 anos as cebolas permanecerem inertes, agora estão se duplicando. Isto significa que  daqui a algumas semanas terão se multiplicado os bulbos da cebola africana, o que vem na verdade a ser a renovação da espécie, reafirmando seu poder de vida por mais alguns anos. Fiquei muito feliz com o achado! 

Imagens que falam por si só: Detalhes que aquecem

"A vida só é fria para quem não vê os detalhes que aquecem estes momentos frios"

terça-feira, 13 de julho de 2010

Redação: ALEGRIA É

Alegria é ser feliz!
Feliz é quem nada sofre,
nada sente, nada tem.
Alegria é ter alguém
A quem se ama de verdade
Indo tudo muito bem.
Alegria é pra quem diz
Que a vida é feita
só de tristes ilusões.
Enfim, alegria é receita
Para tudo, para sempre,
para todos, tem mil razões!

Não se pode viver,
Andar carrancudo,
Quando a vida é tão curta
E foi feita para crer,
E adorar a tudo!
Eu adoro ver o céu,
Ver o sol, ver a chuva.
Eu adoro o vento frio,
Minha vida de montão,
E o luar da Lua.

Alegria é sentir, estar,
Estar aí, pronto no ponto,
De manguinha arregaçada,
Mesmo sendo na calçada.
É deixar longe a tristeza
Sem alcance, nocauteada.
O meu avô já me dizia:
"Ser alegre é o gesto que conquista
Todos em qualquer momento!"
E daí, pensando bem,
Alegria é de graça, insista!
Vamos tê-la todo o tempo.
                (Pio Rambo 05/1975)


segunda-feira, 12 de julho de 2010

Circula na internet: A lista de compras

PUT A KEEP ARE YOU?
Um norte americano, morando há pouquíssimo
tempo no Brasil, e falando"BEM" o português faz a sua lista de compras
e vai ao supermercado para tentar abastecer a sua despensa e geladeira
Tendo feito a lista, a seu modo, e com o carrinho à frente, vai lembrando
do que precisa:
 PAY SHE
 MAC CAR ON
 MY ONE EASY
 PAUL ME TOO
 ALL FACE
 CAR NEED BOY ( MAIL KILO) (esta é genial...)
 AS PAR GOES
 KEY JOE ( PARM ZOOM)
 COW VIEW FLOOR (fantástica)
 PIER MEN TOM
 BETTER HAB
 LEE MOON
 ALL ME ROOM
 BEER IN GEL
 THREE GO
 PAY TO THE PIER YOU (sensacional...)
 Ao final ainda dá um tapa na testa, dizendo:
 - PUTZ GRILL LOW ! IS KEY SEE O TOO MUCH...PUT A KEEP ARE YOU!!



sábado, 10 de julho de 2010

Circula na internet: Uma Pescaria Inegociável

Belíssima Lição de Retidão e Honestidade:


         Ele tinha onze anos e, cada oportunidade que surgia, ia pescar no cais próximo ao chalé da família, numa ilha que ficava em meio a um lago. A temporada de pesca só começaria no dia seguinte, mas pai e filho saíram no fim da tarde para pegar apenas peixes cuja captura estava liberada.

            O menino amarrou uma isca e começou a praticar arremessos, provocando ondulações coloridas na água. Quando o caniço vergou, ele soube que havia algo enorme do outro lado da linha. O pai olhava com admiração, enquanto o garoto habilmente, e com muito cuidado, erguia o peixe exausto da água. Era o maior que já tinha visto, porém sua pesca só era permitida na temporada.

              O garoto e pai olhavam o peixe, tão bonito, as guelras para trás e para frente. O pai então, acendeu um fósforo e olhou no relógio. Eram dez da noite, faltavam apenas duas horas para a abertura da temporada. Em seguida olhou para o peixe e depois para o menino dizendo:

            - Você tem de devolvê-lo filho!

            - Mas, papai, reclamou o menino.

            - Vai aparecer outro, insistiu o pai.

            - Não tão grande quanto este, choramingou a criança.

            O garoto olhou à volta do lago. Não havia outros pescadores ou embarcações à vista. Voltou novamente o olhar para o pai. Mesmo sem ninguém por perto, sabia, pela firmeza em sua voz, que a decisão era inegociável. Devagar, tirou o anzol da boca enorme do peixe e o devolveu à água escura. O peixe movimentou rapidamente o corpo e desapareceu. E, naquele momento, o menino teve certeza de que jamais veria um peixe tão grande como aquele.

            Isso aconteceu há trinta e quatro anos. Hoje, o garoto é um arquiteto bem-sucedido. O chalé continua lá, na ilha em meio ao lago, e ele leva seus filhos para pescar no mesmo cais. Sua intuição estava correta. Nunca mais conseguiu pescar um peixe tão maravilhoso como o daquela noite. Porém, sempre vê o mesmo peixe se movimentando todas as vezes que depara com uma questão de ética. Porque, como o pai lhe ensinou, a ética é simplesmente uma questão de certo ou errado.

            Agir corretamente, quando se está sendo observado, é uma coisa. A ética, porém, está em agir corretamente quando ninguém está nos observando.

            Essa conduta reta só é possível quando, desde criança, aprendeu-se a devolver o PEIXE Á ÀGUA. A história valoriza não como se consegue ludibriar as regras, mas como, dentro delas, é possível fazer a coisa certa. A boa educação é como uma moeda de ouro: TEM VALOR EM TODA PARTE.

(Sem fonte de autoria do texto)


sexta-feira, 9 de julho de 2010

Circula na Internet: A Escolha do Restaurante

    Um grupo de amigos de 40 anos discutiam para escolher o restaurante onde iriam jantar.
    Finalmente decidiram-se pelo Restaurante Tropical porque as empregadas usavam mini-saias e blusas muito decotadas.
    10 anos mais tarde, aos 50 anos, o grupo reuniu-se novamente e mais uma vez discutiram para escolher o restaurante.
    Decidiram-se pelo Restaurante Tropical porque a comida era muito boa e havia uma ótima seleção de vinhos.
    10 anos mais tarde, aos 60 anos, o grupo reuniu-se novamente e mais uma vez discutiram para escolher o restaurante.
    Finalmente decidiram-se pelo Restaurante Tropical porque ali podiam comer em paz e sossego e havia sala de fumantes.
    10 anos mais tarde, aos 70 anos, o grupo reuniu-se novamente e mais uma vez discutiram para escolher o restaurante.
    Decidiram-se pelo Restaurante Tropical porque lá havia uma rampa para cadeiras de rodas e até um pequeno elevador.
    10 anos mais tarde, aos 80 anos, o grupo reuniu-se novamente e mais uma vez discutiram para escolher o restaurante.
    Finalmente decidiram-se pelo Restaurante Tropical.
   Todos acharam que era uma grande ideia porque nunca tinham ido lá.




 

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Pensamentos de 1973

Prezados Leitores,
Aqui, alguns pensamentos que criei na década de 70, e que hoje em dia relendo, parecem bem atuais. Na realidade, o mundo gira, a vida dá voltas e revoltas, mas o que mais fecha com nosso dia-a-dia, é que a natureza sempre esteve ameaçada e que o ser humano, mesmo tendo conhecimento de seus atos, não se reconhece como vilão. Leia os pensamentos, meus pensamentos,  escritos em 1973.
"História é a maneira mais fácil de levar às futuras gerações as besteiras cometidas pelos antepassados. Sabe, são coisas ultrapassadas! No fundo, no fundo, eu gostaria de ficar na história, afinal, foi por causa destas besteiras que o mundo chegou no ponto em que estamos."

"Para mim, futuro é um rascunho cheio de borrões que nem eu decifro. Coitado daqueles que tem uma borracha muito pequena para apagar estes borrões; antes que cheguem ao final do rascunho ela acaba, e sem conseguir, decifrar o resto, acabam na miséria."

"Quantas vezes o tempo atrapalhou um bom final de colheita, de jogo ou de esperança? E você ainda acredita em futuro! Tem um cidadão chamado DESTINO no meio disto tudo!"

"Só tem futuro quem ama! Quem odeia tem passado e quem lamenta tem presente."
"Quer um futuro lindo, sem problemas, livre de lapsos de memória e de bem com a vida? Não tenha medo de encarar os desafios das novas tecnologias, afinal, elas vão deixar você evoluir e envelhecer com dignidade."

                                                 Escrito por Pio Rambo, em 1973

segunda-feira, 5 de julho de 2010

O Ruivo


Desde que o mundo gira existem pessoas infiéis. Os seres humanos ainda viviam pelas cavernas, e já as mulheres traíam os maridos e os homens já bobeavam as mulheres.
    Ouve-se histórias sobre pessoas infiéis todos os dias. Muitas vezes resulta até em mortes. Sempre é difícil para quem é enganado. O ser humano, no casamento, não quer se repartir.
        Na colônia ainda é mais difícil que na cidade porque lá as pessoas se conhecem e assim que isto aconteceu, toda a comunidade já fica sabendo.
    Quando na traição uma criança é gerada, então o mundo está perdido. Quantos casamentos se desfizeram por causa de uma criança que foi gerada pela traição da mulher! Isto sempre está acontecendo por aí. Então as crianças sempre são parecidas com o pai ou com a mãe, ou misturadas. Mas sempre têm semelhanças com um dos dois.
    Quando a criança não se parece com os dois, então a desconfiança está aí. E assim aconteceu uma vez em Arroio Verde, perto de Feliz.
    Era uma família, o homem o Pedro, a mulher a Cecília e  cinco filhos. Quatro morenos e um rúivo. Todos eram parecidos entre si.  Mas o rúivo era bem difente dos outros.
    O Pedro já desconfiava desde o garoto nasceu de que ele não era seu filho, então ele perguntou:
    - Cecília, me diz a verdade: o pequeno rúivo com certeza é meu?
    Ela respondeu:
    - Sim, Pedro, por Deus do Céu! O rúivo com certeza é teu. Tu o deves amar como verdadeiro filho teu.
    Mas o Pedro não tinha tanta certeza sobre o garotinho. Onde já se havia visto isto: os quatro primeiros filhos todos de cabelo preto, sem sardas no rosto e todos com um comportamento parecido. O pequeno rúivo, completamente diferente, não se deixa mandar direito e ainda por cima, tem o rosto cheio de sardas, algo que ninguém na família tem.
    O tempo passou, as crianças cresceram e Pedro nunca aceitou plenamente que o rúivo fosse seu filho. Um dia, ele acabou no hospital e os médicos descobriram que ele era doente terminal. Então ele mandou vir a família. Quando a esposa estava com ele, ele disse:
    - Cecília, pela última vez. Me diz a verdade porque estou morrendo e não gostaria de levar comigo uma dúvida. O rúivo é realmente meu filho?
    - Então, Pedro, como não pode ser diferente, vou te dar a real: o rúivo com certeza é teu filho!
    - Mas como, então? Como pode ele ser diferente dos meus outros filhos?
    - Falando sinceramente, o rúivo é teu filho, sim!  É que os outros quatro são filhos do vizinho!
  (Qualquer semelhança é mera coincidência.)

domingo, 4 de julho de 2010

Cinema, a paixão do meu filho Guilherme

Um dia com certeza ele verá os frutos deste esforço se tornarem realidade. E ainda dizem que os jovens de hoje em dia não tem ideal e são todos perdidos!  Quem sabe, não lhes falta apoio, incentivo e apoio financeiro? Os jovens tem seus ideais, mas faltam fomentos para suas perspectivas e seus sonhos de vida.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

O Matusalém



    É impressionante o que tem de homens doidos por mulheres no mundo. Eles andam vinte e quatro horas com as mulheres no cérebro e só em pensam bandalheiras com elas.
    Os especialistas dizem que estes os homens tem um problema cerebral e que precisam fazer um tratamento para alinharem seus pensamentos.
    Tem homens que não podem ver uma mulher passar por eles, então já logo as acompanham com o olhar para ver como é o seu traseiro. Então, eles se lambem e sempre tem uma piadinha para dizer:
    - Nossa, que bunda! Com um par de nádegas tão bem esculpidinho até a Carla Péres sentiria vergonha em fazer concorrência!
    Os homens que estão parados com ele jogando conversa fora, começam todos a seguir a mulher com o olhar, então riem e debocham.
    Entre os tantos homens tarados tem alguns no meio que não conseguem se segurar, então inticam com as garotas. E um ou outro então é tão tarado, que ele avança nela e arrisca tudo para apalpar a garota.
    Hoje em dia se vê que o mundo está mudando e o que se vê é que as mulheres estão muito mais atrevidas do que eram quando eu era adolescente. Hoje em dia elas também já atiram piadinhas para os homens quando passam por elas e os encaram com tanta naturalidade de frente no meio das pernas, que a gente se sente meio envergonhado. Isto nos parece como se estivéssemos sendo medidos.
    A gente vê na televisão que as mulheres hoje em dia estão bem mais famintas  do que antigamente e isto é principalmente porque não existem mais grandes diferenças entre as obrigações de ambos. Assim, as mulheres ganham o seu dinheiro, tem suas responsabilidades e procuram fazer que nem os homens.
    Mas, antigamente tudo era muito mais inocente. Isto tudo acontecia na escuridão da noite e muitas mulheres viviam uma vida inteira sem se darem conta que seus maridos tinham camangas fora do casamento. E a este respeito, tenho uma história:
    No tempo que eu trabalhava como fotógrafo em São Leopoldo fui durante alguns meses empregado de um fotógrafo que se chamava Matusalém. Ele era um homem bacana, tinha muitos amigos e, principalmente, amigas. E ele realmente conseguiu quebrar o negócio por causa das mulheres. Nunca lhes cobrava as fotos e assim, seu trabalho começou a dar prejuízo.
    Finalmente ele estava tão enterrado nas dívidas que eu e meu irmão compramos o negócio dele (o estúdio).
    Mas, como ele era tão bobalhão pelas mulheres, ele tinha de vez em quando uma mulher com ele no quartinho ao lado do estúdio. Ele ficava durante o expediente horas no quarto transando com as mulheres, no tempo em que eu fazia as fotos.
    Eu sabia que ele era casado, mas não conhecia sua esposa. Quando então suas amantes chegavam lá, ele logo as atraía para o quartinho e fechava a porta atrás de si.
    As vezes acontecia que as mulheres chegavam lá e ele não estava. Então, eu abria o quartinho e as deixava entrar para o esperarem. Então quando ele voltava, logo ia para o quarto junto da mulher que o esperava.
    Um dia, chegou sua legítima esposa o procurando. Eu não a conhecia, achava que era mais uma de tantas de suas amantes, então mandei-a entrar no quarto dizendo que esperasse, que o Matusalém havia ido ao banco, mas que logo retornaria.
    Ela não disse nada, entrou no quartinho, fechou a porta, se pelou e o esperou. Quando  o Matusalém chegou, eu disse que tinha uma mulher no quarto. Ele foi logo para o quartinho e fechou a porta atrás de si.
     A armadilha que a esposa preparara deu certo e ela o pegou em flagrante.
    Não demorou muito, vieram os dois correndo para fora do quarto seminus, o Matusalém na frente e a mulher atrás dele. Por sorte naquele momento não tinha nenhum cliente no estúdio. A mulher tinha o sarrafo da janelha na mão e só mais gritava:
     - Emília vai se chamar o calo que vou causar nas tuas costas, seu cachorro!