quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Ditados Populares - Quase todos


Água mole em pedra dura tanto bate até que fura!

DITADOS POPULARES 

 A ambição cerra o coração
 A pressa é inimiga da perfeição
 Águas passadas não movem moinhos
 Amigo não empata amigo
 Amigos amigos negócios à parte
 Água mole em pedra dura, tanto dá até que fura
 A união faz a força
 A ocasião faz o ladrão
 A ignorância é a mãe de todas as doenças
 Amigos dos meus amigos, meus amigos são
 A cavalo dado não se olha a dente
 Azeite de cima, mel do meio e vinho do fundo, não enganam o mundo
 Antes só do que mal acompanhado
 A pobre não prometas e a rico não devas.
 A mulher e a sardinha, querem-se da mais pequenina
 A galinha que canta como galo corta-lhe o gargalo
 A boda e a baptizado, não vás sem ser convidado
 A galinha do vizinho é sempre melhor que a minha
 A laranja de manhã é ouro, à tarde é prata e à noite mata
 A necessidade aguça o engenho
 A noite é boa conselheira
 A ocasião faz o ladrão
 A preguiça é mãe de todos os vícios
 A palavra é de prata e o silêncio é de ouro
 A palavras (ocas|loucas) orelhas moucas
 A pensar morreu um burro
 A roupa suja lava-se em casa
 Antes tarde do que nunca
 Ao rico mil amigos se deparam, ao pobre seus irmãos o desamparam
 Ao rico não faltes, ao pobre não prometas
 As palavras voam, a escrita fica
 As (palavras ou conversa ...) são como as cerejas, vêm umas atrás das outras
 Até ao lavar dos cestos é vindima
 Água e vento são meio sustento
 Boi velho gosta de erva tenra
 Boca que apetece, coração que padece
 Baleias no canal, terás temporal
 Boa fama granjeia quem não diz mal da vida alheia
 Boa romaria faz, quem em casa fica em paz
 Boda molhada, boda abençoada
 Burro velho não aprende línguas
 Burro velho não tem andadura e se tem pouco dura
 Cada cabeça sua sentença
 Chuva de São João, tira vinho e não dá pão
 Casa roubada, trancas à porta
 Casarás e amansarás
 Criou a fama, deite-se na cama
 Cada qual com seu igual
 Cada ovelha com sua parelha
 Cada macaco no seu galho
 Casa de ferreiro, espeto de pau
 Casamento, apartamento
 Cada qual é para o que nasce
 Cão que ladra não morde
 Cada qual sabe onde lhe aperta o sapato
 Com vinagre não se apanham moscas
 Coma para viver, não viva para comer
 Com o direito do teu lado nunca receies dar brado
 Candeia que vai à frente alumia duas vezes
 Casa de esquina, ou morte ou ruína
 Cada panela tem a sua tampa
 Cada um sabe as linhas com se cose
 Cada um sabe de si e Deus sabe de todos
 Casa onde entra o sol não entra o médico
 Cautela e caldos de galinha nunca fizeram mal a ninguém
 Cesteiro que faz um cesto faz um cento,se lhe derem verga e tempo
 Com a verdade me enganas
 Com papas e bolos se enganam os tolos
 Comer e o coçar o mal é começar
 Devagar se vai ao longe
 Depois de fartos, não faltam pratos
 De noite todos os gatos são pardos
 Desconfia do homem que não fala e do cão que não ladra
 De Espanha nem bom vento nem bom casamento
 De pequenino se torce o pepino
 De grão a grão enche a galinha o paparrão
 Devagar se vai ao longe
 De médico e de louco, todos temos um pouco
 Diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és
 Diz o roto ao nu 'Porque não te vestes tu?'
 Depressa e bem não há quem
 Deitar cedo e cedo erguer, dá saúde e faz crescer
 Depois da tempestade vem a bonança
 Da mão à boca vai-se a sopa
 Deus ajuda, quem cedo madruga
 Dos fracos não reza a história
 Em casa de ferreiro, espeto de pau
 Enquanto há vida, há esperança
 Entre marido e mulher, não se mete a colher
 Em terra de cego quem tem olho é rei
 Erva daninha a geada não mata
 Em casa onde não há pão, todos ralham e ninguém tem razão
 Em tempo de guerra não se limpam armas
 Filho de peixe, sabe nadar
 Gaivotas em terra, tempestade no mar
 Guardado está o bocado para quem o há de comer
 Galinha de campo não quer capoeira
 Gato escaldado de água fria tem medo
 Guarda o que comer, não guardes o que fazer
 Homem prevenido vale por dois
 Há males que vêm por bem
 Homem pequenino ou velhaco ou dançarino
 Ignorante é aquele que sabe e se faz de tonto
 Junta-te aos bons, serás como eles, junta-te aos maus, serás pior do que eles
 Lua deitada, marinheiro de pé
 Lua nova trovejada, 30 dias é molhada
 Ladrão que rouba a ladrão, tem cem anos de perdão
 Longe da vista, longe do coração
 Mais vale um pássaro na mão, do que dois a voar
 Mal por mal, antes na cadeia do que no hospital
 Manda quem pode, obedece quem deve
 Mãos frias, coração quente
 Mais vale ser rabo de pescada que cabeça de sardinha
 Mais vale cair em graça do que ser engraçado
 Mais depressa se apanha um mentiroso que um coxo
 Mais vale perder um minuto na vida do que a vida num minuto
 Madruga e verás trabalha e terás
 Mais vale um pé no travão que dois no caixão
 Mais vale uma palavra antes que duas depois
 Mais vale prevenir que remediar

 Meu amigo não é o que pensa como eu mas o que pensa comigo!
 Morreu o bicho, acabou-se a peçonha
 Muita parra pouca uva
 Muito alcança quem não se cansa
 Muito come o tolo mas mais tolo é quem lhe dá
 Muito riso pouco siso
 Muitos cozinheiros estragam a sopa
 Não há mal que sempre dure, nem bem que não se acabe
 Nuvem baixa sol que racha
 Não peças a quem pediu nem sirvas a quem serviu
 Nem tudo o que reluz é ouro
 Não há bela sem senão
 Nem tanto ao mar nem tanto à terra
 Não há fome que não dê em fartura
 Não vendas a pele do urso antes de o matar
 Não há duas sem três
 No meio é que está a virtude
 No melhor pano cai a nódoa
 Nem contas com parentes nem dívidas com ausentes
 Nem oito nem oitenta
 Nem tudo o que vem à rede é peixe
 No aperto e no perigo se conhece o amigo
 No poupar é que está o ganho
 Não dá quem tem, dá quem quer bem
 Não há sábado sem sol, domingo sem missa nem segunda sem preguiça
 O saber não ocupa lugar
 Os cães ladram e caravana passa
 O seguro morreu de velho
 O prometido é devido
 O que arde cura o que coça sara e o que aperta segura
 O segredo é a alma do negócio
 O bom filho à casa retorna
 O casamento e a mortalha no céu se talha
 O futuro a Deus pertence
 O homem põe e Deus dispõe
 O que não tem remédio remediado está
 O saber não ocupa lugar
 O seu a seu dono
 O sol quando nasce é para todos
 O óptimo é inimigo do bom
 Os amigos são para as ocasiões
 Os opostos atraem-se
 Os homens não se medem aos palmos
 Para frente é que se anda
 Pau que nasce torto jamais se endireita
 Pedra que rola não cria limo
 Para bom entendedor meia palavra basta
 Por fora bela viola, por dentro pão bolorento
 Para baixo todos os santos ajudam
 Por morrer uma andorinha não acaba a primavera
 Patrão fora, dia santo na loja
 Para grandes males, grandes remédios
 Preso por ter cão, preso por não ter
 Paga o justo pelo pecador
 Para morrer basta estar vivo
 Para quem é, bacalhau basta
 Passarinhos e pardais, não são todos iguais
 Peixe não puxa carroça
 Pela boca morre o peixe
 Perde-se o velho por não poder e o novo por não saber
 Pimenta no cu dos outros para mim é refresco
 Presunção e água benta, cada qual toma a que quer
 Quando a esmola é grande o santo desconfia
 Quem espera sempre alcança
 Quando um não quer, dois não discutem
 Quem tem telhados de vidro não atira pedras
 Quem vai à guerra dá e leva
 Quem parte e reparte e não fica com a melhor parte, ou é tolo ou não tem arte
 Quem sai aos seus não degenera
 Quem vai ao ar perde o lugar e quem vai ao vento perde o assento
 Quem semeia ventos colhe tempestades
 Quem vê caras não vê corações
 Quem não aparece, esquece; mas quem muito aparece, tanto lembra que aborrece
 Quem casa quer casa
 Quem come e guarda, duas vezes põe a mesa
 Quem com ferros mata, com ferros morre
 Quem corre por gosto não cansa
 Quem muito fala pouco acerta
 Quem quer festa, sua-lhe a testa
 Quem dá e torna a tirar ao inferno vai parar
 Quem dá aos pobres empresta a Deus
 Quem cala consente
 Quem mais jura é quem mais mente
 Quem não tem cão, caça com gato
 Quem diz as verdades, perde as amizades
 Quem se mete em atalhos não se livra de trabalhos
 Quem não deve não teme
 Quem avisa amigo é
 Quem ri por último ri melhor
 Quando um burro fala, o outro abaixa a orelha
 Quanto mais te agachas, mais te põem o pé em cima
 Quem conta um conto acrescenta-lhe um ponto
 Quem diz o que quer, ouve o que não quer
 Quem não chora não mama
 Quem desdenha quer comprar
 Quem canta seus males espanta
 Quem feio ama, bonito lhe parece
 Quem não arrisca não petisca
 Quem tem boca vai a Roma
 Quando o mar bate na rocha quem se lixa é o mexilhão
 Quando um cai todos o pisam
 Quanto mais depressa mais devagar
 Quem entra na chuva é pra se molhar
 Quem boa cama fizer nela se deitará
 Quem brinca com o fogo queima-se
 Quem cala consente
 Quem comeu a carne que roa os ossos
 Quem está no convento é que sabe o que lhe vai dentro
 Quem muito escolhe pouco acerta
 Quem nada não se afoga
 Quem nasceu para a forca não morre afogado
 Quem não quer ser lobo não lhe vista a pele
 Quem não sabe é como quem não vê
 Quem não tem dinheiro não tem vícios
 Quem não tem panos não arma tendas
 Quem não trabuca não manduca
 Quem o alheio veste, na praça o despe
 Quem o seu cão quer matar chama-lhe raivoso
 Quem paga adiantado é mal servido
 Quem parte velho paga novo
 Quem sabe faz, quem não sabe ensina
 Quem tarde vier comerá do que trouxer
 Quem te cobre que te descubra
 Quem tem burro e anda a pé mais burro é
 Quem tem capa sempre escapa
 Quem tem cem mas deve cem pouco tem
 Quem nasce torto, tarde ou nunca se endireita
 Quem tudo quer tudo perde
 Quem vai ao mar avia-se em terra
 Quem é vivo sempre aparece
 Querer é poder
 Recordar é viver
 Roma e Pavia não se fez em um dia
 Rei morto, rei posto
 Se em terra entra a gaivota é porque o mar a enxota
 Se sabes o que eu sei, cala-te que eu me calarei
 Santos da casa não fazem milagres
 São mais as vozes que as nozes
 Toda brincadeira tem sempre um pouco de verdade
 Todo o homem tem o seu preço
 Todos os caminhos vão dar a Roma
 Tristezas não pagam dívidas
 Uma mão lava a outra
 Uma desgraça nunca vem só
 Vão-se os anéis e ficam-se os dedos
 Vozes de burro não chegam aos céus
 Zangam-se as comadres, descobrem-se as verdades

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Culinária: Pizza Enrolada - Delícia!!!!

Sabe, aqueles 'frios' que sobraram do fim de semana e ninguém mais quer comer? Ou, aquela visita inesperada em feriado com tudo fechado ou de noite quando não tem mais nada aberto e você vai dar uma de anfitrião(ã)?  Está aqui uma receita pra lá de gostosa que é super prática e fácil de fazer e sempre faz a festa na mesa: a pizza enrolada.


PIZZA ENROLADA
INGREDIENTES:


250 GRAMAS DE FARINHA DE TRIGO
1 COLHER SOPA CHEIA DE AÇÚCAR
1 COLHER SOPA RASA DE SAL
1 COLHER SOPA DE ÓLEO
1 OVO
1/2 COPO DE ÁGUA
1 ENVELOPE DE FERMENTO PÃO (10GR) - QUANDO FRIO, COLOCAR 2 ENVELOPES.
2 TOMATES PEQUENOS SEM A POLPA
1 CEBOLA PEQUENA
ORÉGANO
250 GRAMAS DE PRESUNTO
250 GRAMAS DE QUEIJO MUSSARELA



 MODO DE FAZER:


Juntar o ovo com a farinha, água, sal, açúcar e fermento e óleo numa bacia.


 Amassar e sovar até que a massa solte do fundo da bacia.


Rolar a massa em cilindro e cortar em rodelas uniformes.


Rolar nas mãos fazendo bolinhas (tamanho de uma bolinha de ping-pong).


Deixar crescer por mais ou menos 20 minutos até dobrarem de tamanho (bola de tênis).


Abrir com rolo de massa em superfície untada com farinha (deixar mais ou menos com 5 mm de espessura)


Colocar sobre a massa aberta uma folha de queijo e uma folha de presunto.


espalhe sobre o presunto o tomate, a cebola e  o orégano.


Preparando tudo para depois enrolar em forma de charutinho para colocar na forma. No caso de minha turma, metade prefere cebola e metade orégano. Assim fiz meio-a-meio, marcando as pizzas com orégano sem cebola  espalhando orégano por cima delas. (Veja na foto abaixo).


Vai pra forma.


No forno pré aquecido 15 minutos em 200 graus vai a forma com as pizzas para assar durante 15 a 25 minutos.


20 minutos depois........


 Veja a textura da pizza.......


Em família ainda é mais gostoso!


Que bela aparência!!!!!!!!!!!



sábado, 8 de setembro de 2012

Humor Português: troca de bebês





Maria, no leito de morte, decidiu confidenciar ao Manoel:
'Manoel, sabes que o nosso filho mais velho não é teu filho?'
Manoel, muito tranqüilo, responde:
'Maria, isto não tem problema algum...'
Maria, muito intrigada com toda a calma do Manoel, indaga-lhe:
'Escuta ó Manoel!! Vê se entendes!
Estou a dizer-te que o filho não é teu! Ó homem de Deus!!'
E Manoel novamente responde: 'Pois, pois... eu entendi, ó Maria.'
'Ai, Jisus!! Por que raios então tu não estás azoado e ficas tão tranqüilo?!?!'
Finalmente, Manoel responde:
'Pois... sabes ó Maria, que este filho não é também teu filho?'
Maria rebate:
'Como não é meu, ó homem de Deus? Se eu carreguei o infeliz na minha barriga por nove meses?!'
'Maria, lembra-te quando tu estavas na maternidade e me pediste para trocar o menino, porque ele estava todo cagado?
Pois baim... eu o troquei por um limpinho que estava ao lado.' 

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

AME!




Ame quando  o tempo faz tempestade;
Ame quando  o vento varre a saudade.
Ame quando a Lua não aparece;
Ame que o ódio o tempo esquece.
Ame quando o sol o dia faz claro;
Ame  o amor que lhe custe mais caro.


É demais lindo o mundo a dois,

Dois que do amor, o amor multiplicam.
Que não conjeturam o que vem depois,
Que o amor à fonte da juventude dedicam.
Ame!
Por mais que o mundo reclame;
Amor é mundo, Universo, Ame!


(Pio Rambo, 21 de Junho de 1978)

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Circula na internet: A Fábula do Velho Cachorro

Gente, recebi esta fábula por email e repasso a todos neste blog porque acho que ser astuto é um dos fundamentos básicos para quem sabe lidar com a vida e dela tirar suas lições.
(Autor desconhecido)



Uma velha senhora foi para um safari na África e levou seu velho vira-lata com ela.

Um dia, caçando borboletas, o velho cão, de repente, deu-se conta de que estava perdido. 
Vagando a esmo, procurando o caminho de volta, o velho cão percebe que um jovem leopardo o viu e caminha em sua direção, com intenção de conseguir um bom almoço .. 

O cachorro velho pensa: 

-'Oh, oh! Estou mesmo enrascado ! Olhou à volta e viu ossos espalhados no chão por perto. Em vez de apavorar-se mais ainda, o velho cão ajeita-se junto ao osso mais próximo, e começa a roê-lo, dando as costas ao predador ... 

Quando o leopardo estava a ponto de dar o bote, o velho cachorro exclama bem alto: -Cara, este leopardo estava delicioso ! Será que há outros por aí ? 
Ouvindo isso, o jovem leopardo, com um arrepio de terror, suspende seu ataque, já quase começado, e se esgueirar  na direção das árvores. 

-Caramba! pensa o leopardo, essa foi por pouco ! O velho vira-lata quase me pega! 

Um macaco, numa árvore ali perto, viu toda a cena e logo imaginou como fazer bom uso do que vira: em troca de proteção para si, informaria ao predador que o vira-lata não havia comido leopardo algum.. . 
E assim foi, rápido, em direção ao leopardo. Mas o velho cachorro o vê correndo na direção do predador em grande velocidade, e pensa : 

-Aí tem coisa! 

O macaco logo alcança o felino, cochicha-lhe o que interessa e faz um acordo com o leopardo.O jovem leopardo fica furioso por ter sido feito de bobo, e diz: -'Aí, macaco! Suba nas minhas costas para você ver o que acontece com aquele cachorro abusado!' 
Agora, o velho cachorro vê um leopardo furioso, vindo em sua direção, com um macaco nas costas, e pensa: 

-E agora, o que é que eu posso fazer ? 

Mas, em vez de correr (sabe que suas pernas doloridas não o levariam longe...) o cachorro senta, mais uma vez dando costas aos agressores, e fazendo de conta que ainda não os viu, e quando estavam perto o bastante para ouvi-lo, o velho cão diz : 

-'Cadê aquele macaco? Tô morrendo de fome! 
Ele disse que ia trazer outro leopardo para mim e  não chega nunca! Imediatamente o leopardo se esquiva, sai para longe do cachorro e devora o macaco. 

Moral da história: não mexa com cachorro velho... idade e habilidade se sobrepõem à juventude e intriga. 
Sabedoria só vem com idade e experiência.

domingo, 19 de agosto de 2012

Um conselho que vale a pena.



Pois, nunca me importei em escolher com quem conversar e sobre que assuntos. Acho que o ser humano é feito assim: olha, imagina e sai conversando. Não importa a classe social, o nível intelectual ou a distância do relacionamento. Tudo simplesmente acontece, as pessoas começam a conversar e o tom do assunto encaixa dentro do nível intelectual dos protagonistas da conversação.
Iniciei este assunto para falar de algo muito inusitado que aconteceu esta semana comigo e com outra pessoa durante uma conversa e confesso que até eu me surpreendi pelo conselho que lhe dei. Mas, analisando agora, friamente, acho que foi um ótimo conselho que dei e se muitos fizerem assim, colocarão pessoas dignas e do bem a levar à frente nossa cidade nos próximos quatro anos.
Aconteceu assim:
Tem uma pessoa muito simples, humilde que vive de reciclagem de materiais. Todo o descarte de materiais aqui de casa damos a esta pessoa. Separamos inclusive o lixo reciclável para esta pessoa, o que é bom pra ela e pra Natureza.
Nesta semana, quando ele veio pegar os reciclados, passou uma outra pessoa entregando 'santinhos' para nós. Pegamos a propaganda política e assim que esta pessoa foi embora, este reciclador, simples, humilde, de pouco estudo, me disse:
- Sabe, que este ano peço comida pra todos os candidatos e quem me der, voto nele!
Amigos e amigas leitoras deste blog, por mais triste que seja, esta é a realidade em todo o nosso país. O brasileiro tem o vil costume de tentar tirar vantagem de candidato, sem se dar conta que botando esta laia no poder, vai ser estripado ao cubo porque político que compra também se vende.
Então, num lampejo disse a ele:
- Rapaz, tu estás certo! Pede rancho pra todos eles e aceita tudo o que te derem prometendo votar neles e conseguir votos para eles. 
Ele complementou:
- É. Daí vou votar dentre os que me beneficiarem o que mais me der.
Eu respondi:
- Não faça isto! Pede rancho pra todos eles, fala de tuas necessidades e quem te ajudar promete votar. Mas na hora de votar mesmo, risca da lista todos estes que te beneficiaram e vota em quem tu realmente achas que merece teu voto.
Ele retrucou:
- Mas, é injusto! Como é que eu vou ganhar de alguém e não lhe dar meu voto?
Eu disse:
- Cara! Realisa: estes idiotas que querem comprar teu voto com rancho, são os primeiros que se vendem por qualquer benefício depois de eleitos e fazem nosso município virar uma caca geral! Votar em quem te compra é votar em quem se vende. É isto que tu queres?
- Não! - Respondeu ele. - Quero políticos sérios pra me representar.
- Então, não vota em quem tenta te comprar. Mas aceita os ranchos que te derem. Eles precisam aprender que estão botando dinheiro fora e que não é deste jeito que se faz política.
Ele ficou feliz e agradeceu pelo conselho, dizendo que nunca tinha pensado neste sentido sobre os candidatos e que iria votar em quem lhe mostrasse propostas e objetivos e não, em quem o quisesse comprar com ranchos.
  Então, não custa relembrar: aceite todos os bônus dos maus políticos. Deixe eles gastarem e dilapidarem seu patrimônio e sentirem depois ainda que não foram eleitos. É nossa vingança para esta corja de oportunistas.

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

A história da KODAK de George Eastman


George Eastman

Ele deixou a escola, pois fora considerado um estudante "sem muitos talentos" ao ser avaliado pelas normas acadêmicas da época. Pobre e ainda jovem assumiu a responsabilidade de cuidar de sua mãe, viúva, e de suas duas irmãs, uma delas deficiente.

Iniciou sua carreira aos 14 anos de idade como office boy em uma companhia de seguros e depois trabalhou como atendente em um banco local.

Ele era George Eastman, e sua habilidade em superar adversidades financeiras, seu talento em organização e administração, e sua mente inventiva fez dele um empresário bem-sucedido quando ainda em seus 20 anos de idade, capacitando-o para dirigir sua empresa, a Eastman Kodak Company, uma das maiores empresas norte-americanas.

George Eastman.  
 
Mas construir uma multinacional e tornar-se um dos industriais mais importantes do país exigiram dedicação e sacrifícios. E isso não foi fácil.
Infância

O mais jovem de três filhos, George Eastman nasceu em 12 de julho de 1854, filho de Maria Kilbourn e George Washington Eastman, no vilarejo de Waterville, a uns 30 quilômetros ao sul de Utica, no estado de Nova York. A casa de Eastman fora a mesma onde seu pai nascera, e nela ele passou parte de sua infância. Hoje, a casa encontra-se no Genesee Country Museum em Mumford, Nova York, nas proximidades de Rochester.

Quando George tinha cinco anos de idade, seu pai mudou-se com a família para Rochester. Lá, o Sr. Eastman devotou sua energia para criar o Eastman Commercial College. Mas aconteceu uma tragédia. O pai de George faleceu, a escola faliu e a família viu-se em grandes dificuldades financeiras.

George continuou a freqüentar a escola até os 14 anos de idade. Então, forçado pelas circunstâncias, teve que começar a trabalhar.

Seu primeiro emprego, como mensageiro em uma companhia de seguros, rendia-lhe US$ 3 por semana. Um ano depois, ele passou a ser office boy em uma outra companhia de seguros. Por sua própria iniciativa, começou a cuidar do arquivo de apólices, e até mesmo a redigi-las. Seu salário passou para US$ 5 por semana.

Mas mesmo com esse aumento de salário, seus rendimentos não eram suficientes para cobrir os gastos da família. Começou então a estudar contabilidade em casa para conseguir um trabalho melhor.

Em 1874, após cinco anos trabalhando em companhias de seguros, ele foi contratado como atendente júnior no Rochester Savings Bank. Seu salário triplicou, passando para mais de US$ 15 por semana.

Os passos de um amador

Quando Eastman estava com 24 anos de idade, planejou uma viagem de férias para Santo Domingo. Quando um colega de trabalho sugeriu que ele registrasse a viagem, Eastman comprou um equipamento fotográfico com toda a parafernália de chapas úmidas que vogavam na época.

A câmera era tão grande quanto um forno de microondas e precisava de um pesado tripé. Ele também precisava de uma tenda para poder passar a emulsão fotográfica nas chapas de vidro para expô-las e revelá-las antes que secassem. Havia ainda químicos, tanques de vidro, pesados suportes de placas e uma jarra de água. Todo o equipamento "era uma carga de mula", como ele mesmo descrevera. E para aprender a fotografar ele gastou US$ 5.

Eastman não fez sua viagem a Santo Domingo. Porém, ficou totalmente absorvido pela fotografia e buscou modos de simplificar todo aquele complicado processo.

Auto-retrato em filme experimental.

Ele leu em revistas inglesas que os fotógrafos estavam fazendo suas próprias emulsões de gelatina. As chapas revestidas com essa emulsão permaneciam sensíveis após a secagem e podiam ser expostas para leitura. Usando uma fórmula tirada de periódicos ingleses, Eastman começou a fazer emulsões de gelatina.

Ele trabalhava no banco durante o dia e fazia seus experimentos à noite, na cozinha de sua mãe. Sua mãe dizia que por vezes Eastman estava tão cansado que nem mesmo conseguia despir-se, e dormia enrolado em um cobertor no chão da cozinha, ao lado do fogão.

Após três anos fazendo seus experimentos em fotografia, Eastman obteve uma fórmula que funcionava. Em 1880, ele não só tinha apenas inventado a fórmula para chapas secas, mas também havia patenteado uma máquina para preparo de chapas em grandes quantidades. Ele rapidamente vislumbrou a possibilidade de fazer chapas secas e vendê-las para outros fotógrafos.

O nascimento da empresa



Em abril de 1880, Eastman alugou o terceiro andar de um prédio na State Street, em Rochester, e começou a fabricar chapas secas para vender. Uma de suas primeiras aquisições foi uma máquina de segunda mão pela qual pagou US$ 125.

"Na verdade, eu precisava de apenas um cavalo de força", disse ele mais tarde. "Aquela máquina tinha dois cavalos de força, mas considerei a possibilidade do negócio crescer. Valia a pena, e então arrisquei."

Conforme sua empresa crescia, enfrentou pelo menos um colapso, quando as chapas secas se deterioraram nas mãos dos distribuidores. Eastman recolheu todas do mercado e as substituiu por chapas novas. "Refazer aquelas chapas consumiu até meu último dólar", disse ele. "Mas o que nos restou foi o mais importante: a nossa reputação."

O primeiro escritório de Eastman foi no terceiro andar deste prédio na State Street, em Rochester.

"Uma idéia brotou em mim gradualmente", disse mais tarde. "O que estávamos fazendo ali não eram meras placas secas, mas sim, estávamos tornando a fotografia algo do dia-a-dia." Ou, como ele descreveu, de forma mais sucinta, estavam tornando a fotografia "tão conveniente quanto um lápis".

Os experimentos de Eastman eram direcionados ao uso de um suporte mais leve e flexível do que vidro. Sua primeira tentativa foi usar papel e revesti-lo com emulsão fotográfica e depois carregar o papel em um suporte de rolo. O suporte era usado nas câmeras em lugar dos suportes para chapas de vidro.

As primeiras propagandas do filme, em 1885, diziam que "em breve, será lançado um novo filme sensível que se mostrará um conveniente e econômico substituto das chapas secas de vidro para trabalhos ao ar livre e em estúdio".

O sistema de fotografia usando suportes de rolos foi sucesso imediato. Contudo, o papel não era totalmente satisfatório ao se trabalhar com emulsões, pois seus grãos eram reproduzidos na fotografia.

A solução de Eastman foi revestir o papel com uma camada de gelatina solúvel e por cima desta uma camada de gelatina não-solúvel sensível à luz. Após a exposição e revelação, a gelatina que trazia a imagem era removida do papel, transferida para uma folha de gelatina transparente e recoberta com colódio – uma solução de celulose que forma uma película firme e flexível.

Conforme aperfeiçoava o filme transparente em rolo e o suporte para rolo, Eastman redirecionou completamente seu trabalho e definiu a base de sucesso de seu negócio em fotografia amadora.

Mais tarde ele disse: "Quando começamos a montar a fotografia em filme, esperávamos que todos os usuários de chapas de vidro mudassem para filmes. Mas nos demos conta de que esse número não era tão alto quanto pensávamos. Para poder aumentar o negócio, tínhamos que atingir o grande público".

Publicidade


A crença de Eastman na importância da propaganda, tanto para a empresa quanto para o público, era total. Os primeiros produtos Kodak foram anunciados nos grandes jornais e periódicos da época, e Eastman redigia suas próprias propagandas.

Eastman criou o slogan "Você aperta o botão, nós fazemos o resto" ao lançar a câmera Kodak em 1888, e em um ano essa frase ficou conhecida por todos. Mais tarde, com agências publicitárias desenvolvendo suas idéias, revistas, jornais, cartazes e outdoors exibiam a marca Kodak.

Participações em exibições em todo o mundo e a "Garota Kodak", com seu sorriso e diferentes estilos de roupas e câmeras a cada ano, conquistaram os fotógrafos em toda parte. Em 1897, a palavra "Kodak" brilhava em um painel luminoso na Trafalgar Square em Londres, um dos primeiros painéis desse tipo usado em publicidade.

Uma das primeiras propagandas com o slogan criado por Eastman.
Hoje, as propagandas da empresa aparecem em todo o mundo e a marca "Kodak", criada pelo próprio Eastman, é antiga conhecida de praticamente todos.
A palavra "Kodak" foi registrada como marca comercial em 1888. De tempos em tempos, novas especulações eram feitas sobre como o nome fora originado. Mas a verdade é que Eastman simplesmente inventou a palavra do nada.

Ele explicou: "Eu vislumbrei o nome. A letra "K" sempre foi minha favorita – uma letra incisiva. Foi apenas uma questão de combinar algumas letras, sempre começando e terminando com 'K'. E o resultado foi a palavra 'Kodak'". A cor amarela da Kodak, também escolhida por Eastman, é reconhecida em todo o mundo, um dos maiores patrimônios da empresa.

Graças ao gênio criativo de Eastman, hoje, qualquer pessoa pode tirar fotos com o simples pressionar de um botão. Ele fez de todos nós fotógrafos potenciais.

Beneficiando seus colaboradores

Além de seu gênio criativo, Eastman tinha em si qualidades humanas e democráticas, com uma visão marcante de como construir seu negócio. Ele acreditava que os funcionários mereciam algo mais do que salários justos – uma maneira de pensar muito além da visão empresarial de sua época.

Logo no início de seu negócio, Eastman começou a planejar uma forma de colocar "dividendos no salário" de seus funcionários. Sua primeira atitude foi, em 1899, distribuir uma soma substancial de seu próprio dinheiro – um presente – a cada pessoa que trabalhava com ele.

Câmera fabricada nos anos de 1890.



Mais tarde, ele estabeleceu o "Salário Dividendo", em que o empregado recebia benefícios além de seu salário proporcionalmente aos dividendos anuais das ações da empresa. O Salário Dividendo era uma inovação, representando uma grande parte da distribuição dos ganhos líquidos da empresa.

Eastman sentiu que a prosperidade da organização não estava, necessariamente, vinculada a invenções e patentes, mas sim à boa-vontade e lealdade de seus colaboradores, que por sua vez eram beneficiados com a participação nos lucros de seu trabalho.

Em 1919, Eastman deu um terço de suas ações da empresa, na época valendo US$ 10 milhões, a seus funcionários. Mais tarde ele lançou aquilo que, a seu ver, era sua responsabilidade com seus colaboradores: o estabelecimento de programas de aposentadoria, seguro de vida e pecúlio por invalidez. Com esses benefícios e o Salário Dividendo, os funcionários poderiam vislumbrar um futuro mais seguro.

Carl W. Ackerman, biógrafo, escreveu em 1932: "O Sr. Eastman fora um gigante em sua época. Sua filosofia social, a qual empregou ao construir sua empresa, não estava apenas além do pensamento da época, mas permaneceu na vanguarda nos anos que se seguiram, e passarão outros tantos anos até que seja reconhecida e aceita em sua totalidade".

Doando sua fortuna

Eastman é quase tão conhecido por seus atos filantrópicos quanto é conhecido por seu trabalho pioneiro em fotografia. Tanto nesse campo como em outros, ele direcionou seu trabalho com o entusiasmo de um colegial.

Ele começou a doar a instituições sem fins lucrativos quando seu salário era de US$ 60 por semana, oferecendo uma doação de US$ 50 a um estabelecimento recém-formado que lutava para se estabelecer, o Instituto de Mecânica de Rochester, hoje conhecido como Instituto de Tecnologia de Rochester.

Ele admirava também o Instituto de Tecnologia de Massachusetts (M.I.T.), porque alguns de seus colaboradores haviam estudado ali, os quais se tornaram seus melhores assistentes. Essa admiração, após grandes considerações, traduziu-se em um generoso presente ao M.I.T.: US$ 20 milhões. A doação foi feita anonimamente por alguém de nome "Smith" e, por muitos anos, a identidade do "Sr. Smith" foi especulada e até mesmo mencionada em uma das populares canções do M.I.T.

A área odontológica também era de grande interesse para Eastman. Ele idealizou programas completos e apoio financeiro de US$ 2,5 milhões para os serviços odontológicos de Rochester. Depois, iniciou um programa odontológico preventivo em grande escala para crianças. Os programas odontológicos também foram aplicados em Londres, Paris, Roma, Bruxelas e Estocolmo.

Ao ser questionado por que havia favorecido a área odontológica, ele respondeu: "Os resultados do dinheiro aplicado são maiores do que em outros programas filantrópicos. É fato médico que crianças com boa aparência, boa saúde, dentes fortes e nariz, garganta e boca bem cuidados desde cedo têm mais chances na vida".

Eastman adorava a música e queria que outros desfrutassem de seus prazeres e de suas maravilhas. Assim, criou e subsidiou a Eastman School of Music, um teatro e a orquestra sinfônica. "É relativamente fácil empregar músicos talentosos. Mas é impossível comprar o gosto pela música. Assim, sem pessoas que possam apreciar os prazeres da música por apreciarem a música elas mesmas, qualquer tentativa de desenvolver recursos musicais em qualquer lugar do mundo estará fadada ao insucesso" disse ele. Assim, seu plano seguiu uma fórmula prática para expor o público à música, resultado que se vê em Rochester, que por décadas tem sua própria orquestra filarmônica.

O interesse de Eastman por hospitais e pela área odontológica cresceu ainda mais com seus estudos nesses campos. Ele promoveu e deu vida a um programa para desenvolver uma escola de medicina e hospital na Universidade de Rochester, tornando-se tão proeminente quanto a escola de música da universidade. Rochester está repleta de marcos de Eastman, que contribuíram para o enriquecimento social da comunidade.

Sua preocupação genuína com a educação dos afro-americanos concretizou-se no Instituto de Hampton e no Instituto de Tuskegee. Um dia, em 1924, Eastman assinou uma doação de US$ 30 milhões para a Universidade de Rochester, M.I.T., Hampton e Tuskegee. Quando repousou a caneta na mesa, disse: "Agora me sinto melhor".

Ao explicar as grandes somas doadas, ele disse: "O progresso do mundo depende quase que exclusivamente da educação. Selecionei um número limitado de beneficiados porque desejo cobrir certos tipos de educação e percebi que com os escolhidos eu veria um retorno mais rápido e direto do que se espalhasse o dinheiro aos quatro cantos".

De alguma forma, Eastman fazia com que os beneficiários dessem sua contribuição, de forma que a instituição tivesse segurança para manter-se por si só. Para ele, abundância e prosperidade ofereciam melhores oportunidades para servir.

Horas de lazer




Eastman era uma pessoa reticente e evitava publicidade. É um paradoxo que um homem cujo nome seja considerado sinônimo de fotografia apareça tão pouco em fotos em comparação aos grandes líderes de seu tempo. Ele podia andar pelas ruas de Rochester sem ser reconhecido.

Eastman viveu sua filosofia: "O que fazemos nas nossas horas de trabalho determina o que temos; o que fazemos em nossas horas de lazer determina o que somos". Um concorrente de peso, difícil de abater e prático nos negócios, ele era uma pessoa gentil em casa e com os amigos nos momentos de distração.

George Eastman relaxando em sua biblioteca.

Em suas primeiras viagens à Europa, ele visitava metodicamente as galerias de arte, e muitas vezes locomovia-se de bicicleta de um lugar para o outro. Quando pôde adquirir obras de arte, ele já havia aprendido o suficiente para poder dizer: "Eu nunca comprarei um quadro sem antes tê-lo em casa, no meu convívio". O resultado: sua casa transformou-se em uma galeria de arte, com um dos mais belos acervos particulares de arte.

A visão de um pioneiro

Ela era um homem modesto e despretensioso... um inventor, um comerciante, um visionário, um filantrópico... O campeão do envolvimento.

Eastman morreu por suas próprias mãos no dia 14 de março de 1932 aos 77 anos de idade. Atacado por uma desabilidade progressiva resultante do endurecimento das células das vértebras inferiores, Eastman sentiu-se extremamente frustrado pela impossibilidade de manter uma vida ativa e decidiu resolver o problema a seu modo.

"Eastman foi um fator estupendo na educação do mundo moderno", dizia um editorial no jornal New York Times após seu falecimento. "O que ele conquistou com seus talentos inatos, ele devolveu generosamente à raça humana para seu próprio proveito: amparo à música, subsídios ao aprendizado, apoio à pesquisa e ensinamentos científicos, e promoção da saúde e do bem-estar da humanidade, ajudando os menos favorecidos na sua luta em busca de uma vida melhor, transformando sua própria cidade em um centro artístico e glorificando seu país perante o mundo."

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Os Benefícios da Pimenta


                                                                              (circula na internet)
 Pimenta (Piri-piri)  Quem coloca a pimenta no dia-a-dia está levando, além de tempero,  uma série de medicamentos naturais: analgésico, antiinflamatório,  xarope, vitaminas, benefícios que os povos primitivos descobriram  há milhares de anos que agora estão sendo comprovados pela ciência. 


A pimenta do reino faz bem à saúde e seu consumo é essencial para  quem tem enxaqueca. Essa afirmação pode cair como uma surpresa para  muitas pessoas que, até hoje, acham que o condimento ardido deve ser  evitado. A pimenta traz consigo alguns mitos, como por exemplo o de que  provoca gastrite, úlcera, pressão alta e até hemorróidas.. Nada disso  é verdade. Por incrível que pareça, as pesquisas científicas mostram  justamente o oposto! A substância química que dá à pimenta o seu caráter ardido é  exatamente aquela que possui as propriedades benéficas à saúde. 



No  caso da pimenta-do-reino, o nome da substância é piperina. Na  pimenta vermelha, é a capsaicina. Surpresa! Elas provocam a liberação de endorfinas - verdadeiras  morfinas internas, analgésicos naturais  extremamente potentes que o  nosso cérebro fabrica! O mecanismo é simples: Assim que você ingere  um alimento apimentado, a capsaicina ou a piperina ativam receptores  sensíveis na língua e na boca. Esses receptores transmitem ao  cérebro uma mensagem primitiva e genérica, de que a sua boca estaria  pegando fogo. Tal informação, gera, imediatamente, uma resposta do  cérebro no sentido de salvá-lo desse fogo: você começa a salivar,  sua face transpira e seu nariz fica úmido, tudo isso no intuito de  refrescá-lo. Além disso, embora a pimenta não tenha provocado nenhum  dano físico real, seu cérebro, enganado pela informação que sua boca  estava pegando fogo, inicia, de pronto, a fabricação de endorfinas,  que permanecem um bom tempo no seu organismo, provocando uma  sensação de bem-estar, uma euforia, um tipo de barato, um estado  alterado de consciência muito agradável, causado pelo verdadeiro banho de  morfina interna do cérebro. E tudo isso sem nenhuma gota de álcool!  



Quanto mais ardida a pimenta, mais endorfina é produzida! E quanto  mais endorfina, menos dor e menos enxaqueca. E tem mais: as substâncias picantes das pimentas (capsaicina e  piperina) melhoram a digestão, estimulando as secreções do estômago.  Possuem efeito carminativo (antiflatulência). Estimulam a circulação  no estômago, favorecendo a cicatrização de feridas (úlceras), desde  que, é claro, outras medidas alimentares e de estilo de vida sejam  aplicadas conjuntamente. Existem cada vez mais estudos demonstrando a potente ação  antioxidante (antienvelhecimento) da capsaicina e piperina. Pesquisadores do mundo todo não param de descobrir que a pimenta,  tanto do gênero piper (pimenta-do-reino) como do capsicum (pimenta  vermelha), tem qualidades farmacológicas importantes. Além dos princípios ativos capsaicina e piperina, o condimento é  muito rico em vitaminas A, E e C, ácido fólico, zinco e potássio.  Tem, por isso, fortes propriedades antioxidantes e protetores do DNA  celular. Também contém bioflavonóides, pigmentos vegetais que  previnem o câncer. 



Graças a essas vantagens, a planta já está classificada como  alimento funcional, o que significa que, além de seus nutrientes,  possui componentes que promovem e preservam a saúde. Hoje ela é  usada como matéria-prima para vários remédios que aliviam dores  musculares e reumatismo, desordens gastrintestinais e na prevenção  de arteriosclerose. Apesar disso, muitas pessoas ainda têm receio de consumi-la, pois  acreditam que possa causar mais mal do que bem. Se você é uma delas,  saiba que diversos estudos recentes têm revelado que a pimenta não é  um veneno nem mesmo para quem tem hemorróidas, gastrite ou hipertensão 


DOENÇAS QUE A PIMENTA CURA E PREVINE 


Baixa imunidade - A pimenta tem sido aplicada em diversas partes do  mundo no combate à aids com resultados promissores. 



Câncer - Pesquisas nos Estados Unidos apontam a capacidade da  capsaicina de inibir o crescimento de células de tumor maligno na  próstata, sem causar toxicidade. Outro grupo de cientistas tratou  seres humanos portadores de tumores pancreáticos malignos com doses  desse mesmo princípio ativo. Depois de algum tempo constataram que  houve redução de 50% dos tumores, sem afetação das células  pancreáticas saudáveis ou efeitos colaterais. Já em Taiwan os  médicos observaram a morte de células cancerosas do esôfago. 



Depressão - A ingestão da iguaria aumenta a liberação de noradrenalina e adrenalina, responsáveis pelo nosso estado de  alerta, que está associado tb à melhora do ânimo em pessoas  deprimidas. 



Enxaqueca - Provoca a liberação de endorfinas, analgésicos naturais  potentes, que atenuam a dor. 



Esquistossomose - A cubebina, extraída de um tipo de pimenta  asiática, foi usada em uma substância semi-sintética por cientistas  da Universidade de Franca e da Universidade de São Paulo. Depois do  tratamento (que tem baixa toxicidade e, por isso, é mais seguro), a  doença em cobaias foi eliminada. 



Feridas abertas - É anti-séptica, analgésica, cicatrizante e  anti-hemorrágica quando o seu pó é colocado  diretamente sobre a pele  machucada.   Gripes e resfriados - Tanto para o tratamento quanto para a  prevenção dessas doenças, é comum recomendar a ingestão de uma  pequena pimenta malagueta por dia, como se fosse uma pílula.   Hemorróidas - A capsaicina tem poder cicatrizante e já existem  remédios com pimenta para uso tópico. 



Infecções - O alimento combate as bactérias, já que tem poder  bacteriostático e bactericida, e não prejudica o sistema de defesa.  Pelo contrário, até estimula a recuperação imunológica. 



Males do coração - A pimenta caiena tem sido apontada como capaz de  interromper um ataque cardíaco em 30 segundos.. Ela contém  componentes anticoagulantes que ajudam na desobstrução dos vasos  sanguíneos e ativam a circulação arterial. 



Obesidade - Consumida nas refeições, ela estimula o organismo a  diminuir o apetite nas seguintes. Um estudo revelou que a pimenta  derrete os estoques de energia acumulados em forma de gordura  corporal. Além disso, aumenta a temperatura (termogênese) e, para  dissipá-la, o organismo gasta mais calorias. As pesquisas indicam  que cada grama queima 45 calorias. 



Pressão alta - Como tem propriedades vasodilatadoras, ajuda a  regularizar a pressão arterial.