domingo, 1 de abril de 2012

Bife Mestiço. A receita do sucesso.

Devido a pedidos de diversos amigos, estou publicando novamente esta receita que faz o maior sucesso e que fica divina: Bifes à milanesa de carne misturada com frango. Aqui está o segredo de como fazer:
Rendimento - 6 a 8 porções.




Faça bifes com um peito de frango, bata com martelo de bifes (600gr). Faça bifes finos com um pedaço de alcatra e bata com martelo de bifes (600gr).


Tempere com sal, pimenta, especiarias e cebola picadinha.



Faça dois cortes no meio dos bifes de carne e entrelace o bife de frango através destes cortes.


Aspecto da carne com frango entrelaçado.


Pegue 2 ovos, bata com duas colheres de água até ficar homogêneo. Pegue também farinha de mandioca.



Passe o bife no ovo.



Passe o bife na farinha.


Coloque na frigideira com óleo quente






Aspecto depois de 10 minutos de fritura, pronto para virar.




Frite o outro lado.


Depois de 20 minutos está pronto.


Coloque em pé em bacia com papel absorvente.


]

Pronto para servir. 


Olha que beleza! Que sabor! Que textura!!!!!!!!


Diviiiiiiiiiiiino!!!!!!!


Sirva acompanhado de feijão e massa

domingo, 25 de março de 2012

Como é que é?







Fico impressionado com o que vejo no dia-a-dia. Como técnico em eletrônica convivo com pessoas que desaprenderam a sintonizar seus aparelhos que ainda usam seletor rotativo. Isto mesmo: o seletor de canais que faz tec tec tec ao trocar de canal e onde só no girar de um knob se faz a sintonia fina. E as pessoas não sabem mais fazer isto.
Fico imaginando como será daqui pra frente quando trocarem a máquina de lavar, o fogão e pior ainda, o microondas, tudo depende de comandos pessoais e intransferíveis, que se não forem corretos mudam o processo.
Talvez surja daí a profissão de Self processor, ou Self Adjuster.
Mas, quero reiterar o que um velhinho são de memória me disse estes dias: "Só envelhece com saúde e inteligência quem não tem medo de evoluir com a tecnologia!"
Muito original. Acho que ele está certo.
Vamos aprender o novo. O velho já passou!

terça-feira, 20 de março de 2012

Bife à Milanesa - Sabor a Mi





Esta é a receita que participou do concurso da Elma Chips para um sabor especial de fritas e não foi selecionada. Mas, fica aqui o prato para você fazer em casa e saborear esta delícia de carne, que é o bife à milanesa, tipo Sabor a Mi.
INGREDIENTES:
1 kg de bifes de Alcatra, cortados na espessura de 1 cm, sem passar na máquina.
1 cebola pequena.
Pimenta do reino branca para moer ou esmagar (15 grãos)
Nós moscada - 1 pitada
3 ovos
300gr. de farinha de mandioca
2 xícaras de óleo.


MODO DE FAZER:
Bata os bifes com martelo em casa e os espalhe em superfície limpa, pique a cebola miudinha e salpique sobre os bifes. Espalhe sobre eles sal (aspergindo), pimenta e nós moscada picada miudinha, tudo só num lado do bife.
Bata os ovos com 5 colheres de água.
Depois, quando a mistura estiver homogênea, passe os bifes nela e depois na farinha de mandioca, fritando em óleo quente, sempre com o lado do tempero para cima. Quando a parte de baixo estiver dourada, vire o bife e frite a parte de cima.
Sirva com arroz, rodelas de tomate com sal e azeite de oliva,  e maionese. E bom apetite!

quarta-feira, 14 de março de 2012

Violinha - Isca de Peixe Empanada


Violinha - Isca de Peixe Empanada - Como tudo começou



Foi no início dos anos 2000 que tive a oportunidade de conhecer de perto esta iguaria muuuuito saborosa que é servida em diversas praias de Santa Catarina e algumas do Rio Grande do Sul. Não sei se nos estados acima do Paraná também servem este petisco, mas, é por demais saboroso quando comido na praia, acompanhado de uma cervejinha bem gelada.
A primeira vez que comi isca de peixe empanada foi na praia de Campeche, na Ilha de Santa Catarina por volta do ano de 2000. Depois, comemos novamente em 2001 na praia da Armação da Ilha (perto de Campeche) este saboroso prato, numa tarde chuvosa, à beira mar, embaixo do telhado de zinco de um barzinho que teimou em ficar aberto, apesar da chuva torrencial que caía. Foi um senhor banquete. Comemos não sei quantas porções, mas voltamos maravilhados com aquele sabor inigualável, depois de uma tarde diferenciada, vendo a chuva a revoltar o mar da baía da Armação e pescadores voltando enxarcados do seu trabalho, mas com barcos lotados de tubarão-martelo. Ainda hoje em dia soam nos meus ouvidos o conselho do meu cunhado Paulinho, que exagerando no suco do limão aconselhava: "Pio, põe mais limão aí, ...orra!"
Meu sonho sempre foi aprender esta receita, que parecia inacessível a um simples apreciador de acepipes e pratos diferenciados. Até que, um dia, eu pensando com meus botões, que já que frango, beringela e cebola em medalhão ficam muito gostosos empanados, por que não levar a receita adiante e combiná-la com a violinha, ou seja, isca de peixe.
Resolvi fazer o teste. E nada modesto: com 1 quilo de violinha. Aconteceu no último sábado à noite e o resultado está descrito aqui. Vale a pena fazer, pois fica um prato divino, não perdendo nada daqueles que se come na beira da praia.

INGREDIENTES PARA 8 PORÇÕES:

1 quilo de isca de peixe (violinha)
1 cebola média
sal
tempero preparado (gril)
pimenta branca moída
Suco de 1 limão
10 colheres de farinha de trigo
5 colheres de amido de milho (maizena)
3 ovos
1 sazon amarelo
2 xícaras de óleo de soja para fritar

MODO DE PREPARAR:



Espalhe a isca de peixe já descongelada sobre uma superfície. Pique a cebola miudinho e espalhe por cima das iscas. Borrife sal modestamente (o peixe absorve bastante o sabor do sal). Espalhe o tempero preparado, a pimenta e exprema o suco do limão por cima da carne. Deixe marinar enquanto prepara a massa para empanar.


MASSA PARA EMPANAR:


Numa bacia coloque a farinha a maizena e os ovos. Acrescente uma pitada de sal e o sazon. 


Mexa bem até virar uma mistura homogênea.


Coloque a isca de peixe temperada dentro deste preparado e misture bem.


Com um garfo tire peça por peça e coloque em frigideira com o óleo já quente. Frite as peças, virando se necessário, até que fiquem douradas. 


Aparência deste prato divino.

Sirva com arroz, maionese, e massa regada ao molho de alcaparras. Bom Apetite!

Circula na Internet: Primeiro automóvel da História







Vista do motor



Daqui também trememos, com a chance de assumir os controles de um Benz Patent-Motorwagen, primeiro modelo de automóvel da História. Criado na Alemanha, por Karl Benz, o "veículo com motor a gás" foi patenteado em 29 de janeiro de 1886 e deu sua primeira volta pelas ruas de Mannheim seis meses depois.

Passados exatos 125 anos, vivemos uma educativa experiência de dirigir a máquina pioneira. Foi no estacionamento do Boulevard Shopping, em Belo Horizonte, onde está sendo realizada, até 21 de agosto, a exposição Clássicos sobre Rodas.

O carro que dirigimos pertence ao colecionador Leo Gouvêa e é praticamente zero-quilômetro. Explica-se: por duas vezes (primeiro em 1980 e depois em 2002), a Benz fabricou pequenas séries do Patent-Motorwagen seguindo estritamente os projetos iniciais do carro de 1886.

Com a mão direita, o mecânico dá um forte puxão para girar o enorme volante do motor. Uma tentativa, duas e, na terceira, o que se ouve é o som de um passado remoto despertando 125 anos depois. É uma batida ritmada e metálica, lembrando uma máquina de costura: "tchaf-tchaf-tchaf-tchaf...". Quase dá para contar suas rotações. Eixos e engrenagens giram expostos aos olhos dos presentes, que se sentem num livro de Júlio Verne. Mesmo estacionado, o carro treme como se fosse um ser vivo.

Não são réplicas, mas clones perfeitos, com números de série e feitos pelo mesmo fabricante do original. Os carros foram distribuídos a concessionárias Mercedes e alguns chegaram a colecionadores, pelo preço aproximado de US$ 60 mil.

De perto, o primeiro dos automóveis é muito elegante com suas três rodas raiadas. Pesa apenas 265 kg e é muito mais leve do que as monstruosas carruagens que eram adaptadas com motores a vapor no século XIX.

O motor de quatro tempos tem apenas um enorme cilindro, na horizontal. O volante do motor é gigantesco e também vai deitado. Não há cárter: a lubrificação é feita por meio de pequenos recipientes de óleo, que pingam (quatro gotas por minuto) sobre o virabrequim e o mecanismo das válvulas. Também não existe radiador: a água para refrigeração fica dentro de um grande cilindro de cobre, se evaporando aos poucos.

Na época não havia postos de gasolina e Karl Benz comprava na farmácia algum combustível que, misturado a ar, gerasse boa explosão — podia ser éter ou benzina. Não havia acelerador: por uma espécie de válvula montada perto do banco, o motorista acertava a mistura e uma faixa constante de rotação.

Importante notar que esse velho Benz já trazia, de forma elementar, todos os princípios dos motores de quatro tempos usados nos carros de hoje.
De cima do motor sai uma correia de couro que gira um eixo no meio do chassi. Desse eixo saem duas correntes (como as de moto) para as rodas.
Não há marchas, nem pedais de freio ou acelerador. Apenas uma alavanca do lado esquerdo do motorista: empurrada para a frente, ela estica a correia de couro e faz o motor tracionar o eixo — e o Patent-Motorwagen ganha velocidade. Puxada para trás, ela deixa o carro em ponto morto e freia. Ré não há, mas o Benz pode ser empurrado facilmente.

Vamos andar! "Tchaf-tchaf-tchaf..." e o Benz ganha velocidade com esforço. Tomado o embalo, vai muito bem — sua velocidade de cruzeiro é pouco maior que a de um maratonista... Só não exija do motor de 0,9 cv encarar uma subida. Por menos íngreme que seja a ladeira, o carro terá que ser empurrado.
Uma barra ligada a uma engrenagem vira a única roda da frente. A direção é levíssima, já que os pneus são fininhos e de borracha maciça. Molas macias no eixo traseiro e sob o banco ajudam no conforto. A uns 14 km/h, a brisa já refresca o motorista.
A maior surpresa é que dirigir o Benz de 1886 é muito mais simples do que conduzir um carro moderno. Foram 20 minutos de retas e "curvas radicais". Ao fim, um grande sorriso nos lábios e a dúvida: será que, no futuro, os veículos serão tão simples e inteligentes? 


 

FICHA TÉCNICA - BENZ PATENT-MOTORWAGEN modelo 1886

ORIGEM: Alemanha

MOTOR: quatro tempos, um cilindro horizontal, refrigerado a água, 954 cm³, potência máxima de 0,9 cv (a 400 rpm)

TRANSMISSÃO: primária por correia e secundária por corrente. Tração traseira. Uma marcha à frente (sem ré)

SUSPENSÃO: dianteira, não existente. Traseira por molas elípticas
FREIOS: por correia de couro ligada ao eixo de transmissão

PNEUS: de borracha maciça

DIMENSÕES: comprimento: 2,70 m; largura: 1,40 m; altura: 1,45 m; entre-eixos: 1,45 m

PESO: 265 quilogramas

VELOCIDADE MÁXIMA: 16 km/h


Mulher ao volante

Bertha Benz e a primeira viagem de automóvel

Desde que o francês Nicolas-Joseph Cugnot fez um desajeitado trator militar movido a vapor, em 1769, muita gente tentou criar um automóvel prático.

Quem conseguiu foi o engenheiro alemão Karl Friedrich Benz (1844-1929). Desde 1871, ele trabalhava com fundições na cidade de Mannheim, no sudoeste da Alemanha.

Com a ajuda da bela esposa Bertha Benz (1849-1944), montou uma empresa para a construção de motores de combustão interna: primeiro de dois tempos e, finalmente, de quatro tempos. Os negócios, contudo, iam mal.

Entusiasta das bicicletas e dos motores, Benz acabou inventando o automóvel... Sua mente genial bolou um chassi tubular, um sistema de tração e pronto — nasceu o Patent-Motorwagen.
O curioso é que, a menos de 100 km de distância e sem o conhecimento de Benz, outro alemão também avançava na criação do automóvel. Era Gottlieb Daimler. Só em 1926 é que as empresas se uniriam, formando a Daimler-Benz.

O primeiro exemplar do Benz Patent-Motorwagen, de 1886, hoje está no Deutsches Museum, em Munique. Depois, vieram aperfeiçoamentos, até que as vendas ao público enfim começassem, em 1888.

Na primeira viagem de automóvel, iniciada em 5 de agosto de 1888, era Bertha Benz quem estava ao volante... Pela manhã, sem falar nada ao marido, ela pegou dois de seus filhos adolescentes e dirigiu até a casa da mãe.

Foi um passeio de 106 quilômetros dirigindo o terceiro exemplar do Patent-Motorwagen produzido. Nesse caminho, farmacêuticos forneciam benzina para alimentar o motor e sapateiros ajudavam a arrumar os freios (de couro). Richard e Eugen, os dois pimpolhos Benz, ajudavam mamãe a empurrar o carro ladeiras acima.

A viagem deu grande publicidade à firma do casal Benz e, a partir daí, vieram grandes aperfeiçoamentos nos freios e na caixa de câmbio.

quinta-feira, 8 de março de 2012

TREVO DE 4 FOLHAS


Trevo de Quatro folhas

Pois muito já se tem falado a respeito deste trevo de quatro folhas. Plantinha quase inço, que graça por todas as partes do pátio onde tem um pouco mais de umidade e onde o solo é um pouco mais fértil.
No pátio da minha casa, antes da reforma tinha vários lugares assim. E não faltavam trevos que nasciam na primavera em toda sua intensidade por todos os pontos, inclusive nos vasos de folhagens, já que a terra dos mesmos vinha de uma composteira no fundo do quintal, onde enquanto os restos orgânicos apodreciam, os trevos já aceleravam o processo nascendo no meio do composto.
No meio de tantos brotos de trevos, minha esposa e eu sempre procurávamos trevos de 4 folhas, pois reza a lenda que eles realmente existem. Só que, após verificar milhares de plantinhas, todas com três folhas somente, ficava difícil acreditar que poderia realmente existir o trevo de quatro folhas.
Pesquisando as fotos na internet, parecia realmente que pessoas haviam encontrado trevos de 4 folhas pelas fotos expostas. Inúmeras fotos no Google images mostra trevos de 4 folhas. Só que hoje em dia, com o Fotoshop tudo é possível...
Até que em novembro, quando fomos mudar os vasos de lugar para dar um upgrade em nosso pátio, 'empedrando' todo ele, minha esposa encontrou na natureza um verdadeiro trevo de 4 folhas. Foi numa manhã de domingo, eu nem estava em casa. 
Quando vi aquele trevo eu disse: " Poxa, eu não acreditava que existisse na natureza um trevo de 4 folhas, mas a prova está aqui!"
Colocamos a frágil plantinha no meio de um livro grosso para secar ao natural, do jeito como se fazia antigamente com flores que se ganhava de paqueras, e ao cabo de 2 meses, já seco, deu para emoldurar. E eis que aí está um autêntico trevo de 4 folhas, vindo da natureza e preservado:




A História e mitos do trevo de quatro folhas:

Os antigos magos druídas que viveram na Inglaterra por volta do ano 300 A.C. acreditavam que quem possuísse um trevo de quatro folhas poderia absorver os poderes da floresta e a sorte dos deuses e com isso também teriam o dom da Prosperidade. 

A lenda diz que para se ter sorte com o trevo de quatro folhas é preciso encontrá-lo por acaso ou ganhá-lo de presente. 
O número de folhas representaria um ciclo completo,assim como as 4 estações, as 4 fases da lua e os 4 elementos da natureza: água, ar, terra e fogo.

Segundo a lenda ainda, cada folha do trevo teria um significado: 
*ESPERANÇA
*FÉ
*AMOR
*SORTE. 

domingo, 4 de março de 2012

Churrasco Gaúcho: especial para a famíla

Nada como um churrascquinho de domingo onde reúne a família e faz a festa. Geralmente se come demais, mas compensa na semana comendo menos ou nas caminhadas. O segredo de fazer um bom churrasco é simples: não tem frescura: é a carne, é o sal grosso, é o carvão. É uma hora de assar e é o corte certo. Abaixo o churrasco certinho para 8 pessoas com 4 quilos e meio de carne, dos quais, uma ripa de chuleta de dois quilos e meio e um tatu de dois quilos.


Carne preparada para assar como churrasco. As três peças de cima são tatu bovino. As Peças debaixo são ripa da chuleta.


Tatu cortado em três porções iguais.


Uma ripa inteira repartida em três pedaços iguais.


 foi pro fogo a carne, em cima de 4kg de carvão aceso.


20 minutos depois, virando sempre a carne.



Outro lado da carne, 20 minutos depois.




25 minutos no fogo




30 minutos depois de por no fogo.






30 minutos depois, outro ângulo.




40 minutos depois de por a carne no fogo, virando sempre.








55 minutos: ripa ainda assando.






Ripa quase no ponto de servir, 57 minutos depois.




Aparência do tatu cinquenta minutos depois de por no fogo.




Tatu no ponto para servir. Bom apetite!!!



domingo, 26 de fevereiro de 2012

Balduíno Rambo, com orgulho, meu tio!

Pe. Balduíno Rambo era irmão de meu pai, e apesar de eu ter apenas 4 anos quando ele faleceu, me lembro muito bem dele. Ele trazia sapos, rãs e pererecas que caçava no interiorzão para levar a Porto Alegre e estudar o seu comportamento. Aliás, dizem que ele foi na realidade o primeiro ecologista do Brasil, estudou minunciosamente toda a geografia do Rio Grande do Sul de onde fez o livro: A Fisionomia do Rio Grande do Sul. Naturalista, botânico, antropólogo, arqueólogo, poliglota (falava: português, alemão, inglês, francês, italiano, espanhol e grego), ele deu o nome a uma espécie de formiga que descobriu ainda não ter sido catalogado. Também tem várias plantas que ele catalogou. Era ferrenho defensor da manutenção do nosso alemão Hunsrickisch sobre o qual fazia diversos artigos para revistas e jornais. Impasciente, desempenhava três atividades ou mais ao mesmo tempo. Religioso, santo, fazia sermões dignos de serem transcritos pela beleza de seus ensinamentos. E quanto eu me lembro, quando ele passava lá em casa, eu tinha um medo incontrolável de suas botas. Ele calçava botas de cano alto e elas me atemorizavam. Até que um dia ele passou lá, trouxe um latão cheio de sapos em sua Land Rover e um punhado de balas. Me deu as balas e ofereceu seu colo para me levar até o latão a fim de ver os sapos. Esta cena nunca mais esqueci: Eu no colo do tio, olhando para aquele latão cheio de sapos.



UM POUCO SOBRE SUA HISTÓRIA COLHIDO NA INTERNET:



Nascido em 1905 no município de Montenegro, Pe. Balduíno Rambo viria a ser um dos 
maiores especialistas de Botânica do Brasil, sendo sua obra reconhecida no mundo inteiro pela riqueza de detalhes e experimentos. Deu aulas de Geografia e Ciências Naturais no Colégio Anchieta em dois períodos distintos: de 1931 a 1934, quando sai para concluir sua formação jesuítica; e depois de 1939 a 1961. Também foi professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), onde lecionou até seu falecimento, em 1961.
É simplesmente incrível e espantosa a soma de trabalhos que Pe. Rambo realizou em seus 56 anos de vida. Sua dedicação à botânica resultou num acervo de plantas, que, em 1948, já chegava a 50 mil exemplares, cerca de 90% da flora nativa. As publicações científicas passam de 1.600 páginas e por seus trabalhos era conhecido internacionalmente.
Nos anos de 1950 foi convidado para visita às principais universidades dos Estados Unidos e Alemanha, a fim de divulgar seus estudos. Sua primeira grande obra literária foi escrita em 1942: A fisionomia do Rio Grande do Sul trazia um verdadeiro retrato físico do Estado, com texto, mapas e ilustrações paisagísticas, feitas a partir de fotos tiradas em viagens aéreas por todo o território gaúcho. Mas sua maior obra literária e científica, segundo o próprio Pe. Rambo, é seu diário, escrito de 1919 a 1961. São mais de 10 mil páginas escritas em alemão gótico sobre os mais variados assuntos, inclusive suas aspirações e conflitos pessoais.
A brevidade da vida Pe. Rambo não foi obstáculo para sua plena realização. Era um homem superdotado pela natureza, e pela graça, que leu com extrema agudeza os sinais do seu tempo e exauriu todas as possibilidades que este lhe oferecia. Um jesuíta apaixonado que andava no Jardim de Deus com todos os sentidos atentos para ver, ouvir, cheirar, tocar, usufruir de suas belezas e assim poder colocá-las à disposição de seus irmãos.

(MEYRE, Marlise Regina, http://www.museumin.ufrgs.br/)

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961 - Retrato da família Rambo

O padre Balduíno Rambo, com sua família, em Tupandi

Balduíno Rambo, nascido em Tupandi, foi um dos maiores intelectuais gaúchos. Destacou-se como cientista, ambientalista e historiador. Foi grande professor e editor.



 (de pé da esquerda para a direita): Apolônia e Raimundo Graef (tio e esposa), Maria Orth, Fridolino (tio e esposa), Tecla Leopoldina (irmã Antônia - tia) e João Bertoldo (meu pai). Sentados, Padre Roberto (tio), o pai Nicolau (meu avô), Balduino (tio), a mãe Gertruda (minha avó), Arthur Braz e Ana (tios).

A foto acima retrata o momento em que ele, tendo sido ordenado sacerdote, resou a sua primeira missa na localidade de Tupandi. Fato ocorrido em 7 de novembro de1936.
Na foto, o padre Balduino aparece com seus familiares.

Segundo pesquisa feita pelo Padre Rambo, o casal Mathias e Susanna, que emigrou da cidade de Loeffelscheid da região do Hunsrück na Alemanha, em 1828, foi o precursor dos milhares de descendentes dos Rambo no Brasil.

A linha dos antepassados de Balduino Rambo é a seguinte:
Mathias Rambo X Susanna Hochscheid



Pedro Rambo X Juliana Simsen



Pedro Rambo F º X Bárbara Brand



Nicolau Rambo X Gertrudes Vier
Os filhos de Nicolau e Gertrudes foram:
Balduíno Rambo
Raimundo Rambo
Fridolino Rambo
Roberto Rambo
Ida Maria Rambo
Ida Rosalina Rambo
Tecla Leopoldina Rambo
João Bertoldo Rambo
Ana Marcolina Rambo
José Rambo
N.N. (menina nati-morta)
Arthur Blásio Rambo



Aqui, um lindo trabalho em pdf: A Fisionomia do Rio Grande do Sul para download:
http://assecan.org.br/download/cad31miolo.pdf


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(fonte: http://users.cjb.net/rasouza/pe.%20rambo.htm)



Padre Balduíno Rambo S.J. - 50 Anos do Parque Nacional dos Aparados da Serra.




Neste ano de 2007, se comemora os 50 anos deste Parque, mais exatamente, no dia 16 de dezembro.
Consta que é pensamento da UNISINOS, de lançar um livro sobre a obra desse ilustre jesuíta, que nasceu em Tuparendi, no dia 11 de agosto de 1905.
Como protagonista desse evento estou lançando neste meu WEB, esta página para assinalar algumas das suas obras publicadas e alguns dos seus feitos e, principalmente, a do Parque dos Aparados da Serra.
Assim, nesta página, constam:
  • uma foto do padre;
  • notícia do Correio do Povo do dia 09 de fevereiro de 1957, que relata como surgiu a idéia do Parque;
  • documento e respectivo parecer do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Sul, apoiando a nossa sugestão, de acrescentar o nome do Padre Rambo à denominação do Parque;
  • reproduções de trechos dos 3 artigos que eu escrevera sobre ele;
  • relação de algumas de suas obras, publicadas em vida e pós-morte: "Além da Fisionomia do Rio Grande do Sul"; "Elementos de História Natural"; "Em Busca da Grande Síntese"(3 volumes); "Três Anos no Planeta Marte"; "O Rebento do Carvalho - Contos Dialetais"(2 volumes).
O nosso primeiro artigo, de 11/09/1986: "25 Anos Sem Balduíno Rambo": escreveramos: "Aos doze dias do mês de setembro de 1961, falecia, em Porto Alegre, o Padre Balduíno Rambo. Foi Professor do Colégio Anchieta e da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, além de ter dirigido o Museu de Ciências Naturais da Secretaria de Educação.
Era um profundo conhecedor da nossa flora e fauna. Tendo em seu herbarium cerca de 80.000 espécies vegetais devidamente classificadas e arquivadas. Também escreveu diversos artigos e obras científicas, entre elas, a "Fisionomia do Rio Grande do Sul", que lhe valeu a fama internacional. Devido ao seu amor à natureza, era um ferrenho defensor da Ecologia, como deu prova a consecução de vários feitos que hoje testemunham o seu idealismo e pertinácia...
... Escrevo estas linhas por dois motivos:
  1. O Primeiro, porque julgo que sou devedor de homenagem a este saudoso amigo. Coisa que nao pude fazer or ocasião de seu falecimento, por estar na França realizando um estágio técnico. Soube do fato por missiva de meu pai, na qual anexara um recorte do Correio do Povo comunicando a triste notícia.
  2. Em segundo lugar acho que a atual e futuras gerações devem tomar conhecimento da obra deste defensor do "habitat"e a sociedade gaúcha ainda não marcou adequadamente a sua passagem entre nós, pois com o seu nome, pelo que me consta, há somente uma Fundação e uma escola pública, de âmbito muito local. Estou aqui sugerindo que seja anexado, à denominação do Parque Nacional dos Aparados da Serra, o nome deste cientista.
O segundo artigo, de dezembro de 1997:
"PARQUE NACIONAL DOS APARADOS DA SERRA - BALDUÍNO RAMBO", descrevíamos quem era Balduíno Rambo, nós reiterávamos esta sugestão e apontávamos as entidades que nos apoiavam nesta sugestão, tas como: Associação dos Antigos Alunos do Anchieta e a Associação dos Antigos Alunos da Universidade Federal do Ro Grande do Sul.
Posteriormente, recebemos a solidariedade do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Sul.
O terceiro artigo, de dezembro de 1998: "REFLEXÕES SOBRE A PERSONALIDADE E A OBRA DO PADRE RAMBO", foi a nossa saudação por ocasião da instalação do Recanto Cltural Padre Balduíno Rambo, dando os parabéns para o fato, mas, também mostrando que a nossa luta, pela anexação do seu nome ao Parque continuava.
Graças a ele que temos, entre outros: um Jardim Botânico, um Jardim Zoológico e o Parque Nacional dos Aparados da Serra.

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Padre Balduino Rambo
“Simplesmente incrível e espantosa a soma de trabalhos que o Padre Rambo realizou nos 56 anos de vida.” Estas palavras servem bem para iniciar a apresentação deste que foi, sem dúvida alguma, o maior naturalista que o Rio Grande já viu.
Nascido em Tupandi (1905), filho de agricultores, Balduíno Rambo sempre foi um estudioso das coisas da nossa terra. Cursou filosofia na Alemanha, fez magistério no Colégio Anchieta, e conclui sua formação de jesuíta no Seminário Central de São Leopoldo. Lecionou no Colégio Catarinense, no Colégio Anchieta e na UFRGS. Mas não só pela excelência de suas aulas de ciências, antropologia e etnografia o Pe. Rambo é lembrado. Dedicou boa parte de sua vida ao estudo da botânica do extremo sul do Brasil.
Seu entendimento da paisagem do Rio Grande, desde a mais insignificante (palavra que certamente não existiu me seu vocabulário) plantinha até os grandes conjuntos fisionômicos dos campos e matas, e a maneira com que perpetuou isto em seus textos, dosando o rigor da ciência e a amenidade da poesia, são insuperáveis.
Da sua obra mais bonita, dedicada não apenas ao acadêmico das ciências, mas a todo que deseja entender a sua terra, extraímos o trecho que segue. Que o Padre Rambo nos perdoe a infâmia por fragmentar tão belo trabalho, mas o fazemos apenas no intuito de incentivar o leitor a conhecer “A Fisionomia do Rio Grande do Sul” por completo.

A Grandiosidade do Saber Natural

De per se estéreis em elementos estéticos, os conhecimentos de geologia, petrografia, botânica, zoologia, quando caldeados numa unidade harmônica de um espírito bem formado e inclinado ao belo, aumentam essencialmente o gozo estético, permitindo ver as causas e os efeitos, interpretar as formas e as figuras, penetrar nos problemas e nos enigmas, parar reverente diante do mistério indecifrável da Criação e do Criador, enfim, do que é, e do que será, ritmo misterioso que eleva os seus acordes até o trono de Deus.
Assim o belo na paisagem não é senão a expressão do parentesco íntimo do espírito humano com o mundo que o rodeia, e com o Criador que está acima dele. Tanto a abstração completa do belo na ciência pura, como a projeção de sentimentos puramente subjetivos sobre a paisagem não correspondem à realidade total. A realidade total, esta está na resposta com a que a alma simples e sã reage às impressões da paisagem harmônica ou grandiosa: o sentimento do belo.”
*Biólogo Julian Mauhs

Biografia

Desde cedo foi interessado pelas ciências naturais. No ginásio iniciou sua coleta de plantas, tendo logo juntado uma grade coleção. Após ter completado o noviciado no Brasil, cursou filosofia em Pullach. Na Alemanha, aproveitava os dias de folga para excursões científicas, cujos resultados foram publicados em revistas alemãs e brasileiras.
Voltou ao Brasil, em 1931 e tornou-se professor de história natural no Colégio Anchieta em Porto Alegre, onde ficou até 1933. Estudou teologia no Seminário Conceição de São Leopoldo, ordenando-se em 1936. Voltou a lecionar no Colégio Anchieta, onde fixou e residência e passaria a maior parte de sua vida.
Foi fundador da cátedra de Antropologia e Etnografia da UFRGS em 1940, também lecionou na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de São Leopoldo, futura Unisinos. Fez campanha pela criação de um Jardim Botânico em Porto Alegre e consegui que o Itaimbezinho fosse declarado Parque Nacional. Suas pesquisas botânicas resultaram num acervo de plantas de 50 000 exemplares, em 1948, cerca de 90% da flora nativa.
Em 1942 publicou sua primeira grande obra, A fisionomia do Rio Grande do Sul, uma descrição detalhada da geografia do estado, incluindo mapas e 30 ilustrações paisagísticas, feitas a partir de fotos áereas tiradas por ele em viagens por todo o território, realizadas com um avião do terceiro Regimento de Aviadores de Canoas
O seu diário, considerado por ele sua maior obra literária e científica, escrito de 1919 à 1961, contém os mais variados assuntos, inclusive suas aspirações e conflitos pessoais. Parte destes escritos foram publicados na obra Em busca da Grande Síntese
Foi redator do principal veículo de comunicação jesuíta no estado, a revista Sankt Paulusblatt, destinada à formação e à informação dos colonos teuto-brasileiros católicos. É a revista católica em língua alemã mais antiga do Brasil, uma das poucas que voltou a circular após a campanha de nacionalização empreendida pelo Estado Novo, circulando até os dias de hoje.
Fonte: http://roessler.org.br/pesonalidades/padre-balduino-rambo/
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terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Filé ao Molho de Alcaparras

Bife grelhado ao molho de alcaparras


Antes de mais nada, vejamos o que são as alcaparras.


CAPPARIS SPINOSA





Planta originária da Ásia. Na antiguidade, as alcaparras faziam parte da mesa das classes altas.


Ao contrário da maioria dos temperos, as alcaparras guardam seu aroma e seu sabor depois do cozimento e se misturam muito bem com a cebola e azeitonas para caracterizar os pratos mediterrâneos.
O princípio ativo mais importante da alcaparra é o ácido cáprico, que possui uma ação estimulante do apetite além de auxiliar a digestão. 


BIFES


800 gramas de bife de coxão mole cortados bem fininho.

preparo:
em bifeira ou frigideira frite os bifes em quantidade que não acumulem água ou soro no recipiente (4 a 5 bifes), acrescentando azeite sempre que necessário..
Quando tiverem 1 lado dourado e forem virados, salpicar sal e pimenta a gosto.
em 5 minutos os bifes  grelhados estarão no ponto.


MOLHO DE ALCAPARRAS


3 colheres de azeite de oliva.
1 cebola grande cortada em rodelas.
1 vidro em conserva de alcaparras (100g).
meio copo (125ml) de leite
meio copo (125ml) de água.
1 colher (sopa) de maizena.
1 pitada de sal para temperar.
1 colher (sopa) de molho shoyu.







colocar o azeite na frigideira onde fritou os bifes (ou bifeira), acrescentar a cebola e cozinhar em fogo brando, junto com o molho shoyu até ela ficar transparente.





Acrescentar as alcaparras picadas e misturar até virar uma mistura homogênea.




Acrescentar a misturas de  água e leite e mexer sempre até levantar fervura.
Acrescentar a maizena diluída em água e mexer até ficar homogêneo.




Derramar o molho sobre a carne e bom apetite.!


Rendimento: 6 porções.


Acompanhe o prato com arroz, maionese e saladas verdes.