Escrever um português perfeito, é algo que é muito observado por contratantes sérios de voz para seus trabalhos. Ninguém contrata um profissional da voz que escreva português incorretamente ou que não saiba formular seu raciocínio através do que escreve. Digo isto porque me vêm diversas vezes pessoas simples, querendo iniciar a carreira, pedindo minha ajuda. E vendo como escreveram para mim, a primeira impressão que dá é de relaxamento. A pessoa tem preguiça de olhar na net se "voz" se escreve com z, com s, ou pior, com z e com acento. Dói ler isto, afinal, a pessoa poderia ter acertado com um clique em algum site informativo. E por conseguinte, quem não é capaz de trabalhar detalhes na escrita, não é capaz de trabalhar detalhes com a voz. Isto é matemático, inquestionável. E eu venho batendo esta tese já desde os tempos do Orkut, onde muitos, como até hoje, acham que tendo um equipamento de dez mil reais é o suficiente para captar clientes. Vão acabar torrando pela metade do preço ou menos por falta de visão, de clientes, de ir em busca de resultados. Portanto: Primeiro passo, pratique a escrita e leia sempre, interprete os textos que lê, compre jornal, dramatize a página policial, ironize a página de política e assim por diante, para você se tornar um locutor multifacetado e não só o locutor que tem a voz boa e sabe ler um texto corretamente. O segredo está na vida que cada palavra ganha com sua voz. Interprete o mesmo texto com tons diferentes fazendo com que passe do dramático para o patético. Este exercício é fantástico e você vai descobrir que tem tons dentro de sua voz que jamais imaginou que tinha. Muitos já me ironizaram por eu ser tão impulsivo no sentido da perfeição na forma de escrever e expressar em português. Mas eu estou na estrada. E não preciso fazer vinhetas a cinco reais para correr à padaria e comprar um litro de leite e pão para ter o que comer no jantar.
domingo, 10 de janeiro de 2016
sábado, 9 de janeiro de 2016
Hora da Faxina - Atendimento Vip
Atendimento Vip
É impressionante como é falho o atendimento no comércio. Na maioria das cidades, não só no Caí. Mas eu fico estarrecido com a falta de prática de tantos balconistas que não sabem lidar no improviso, que não sabem orientar, que não sabem o que estão vendendo e que não sabem agradar o cliente.
Seguramente se os balconistas ou atendentes de nossas lojas trabalhassem por amor ao que fazem, venderiam o triplo. Sei que muitas pessoas vão me odiar por falar estas coisas, mas está entalado aqui ó! Cansei de entrar em lojas e tentar comprar algo. Simplesmente os fatores estão invertidos. Ao invés da loja estar precisando aliviar o estoque, os balconistas deixam a gente perceber que se não soubermos o que queremos, não somos bem vindos.
Eu fico pensando no que estas pessoas estão fazendo aí, na loja, se não sabem atender? Pior ainda quando o dono da loja atende, achando que estou fazendo um favor comprando com ele. Putz!!! Sinceramente, o comércio está em baixa por causa da má qualidade no atendimento. E não adianta o balconista ter um sorriso impecável se não sabe informar sobre o produto que está vendendo. Quanto mais seguro deixar o comprador, mais facilmente a venda será efetuada. Por todos estes detalhes que a internet está vendendo cada vez mais. Ao menos o produto que quero comprar tem todas as suas características informadas.
Somente nesta semana eu tive duas experiências muito desagradáveis em relação ao atendimento nas lojas de minha cidade. A primeira foi numa loja que estava botando tudo fora, queima de estoque de natal. Eu estava querendo comprar um forno elétrico novo já que meu velho está com alguns problemas. Entrei na loja, claro, movimento intenso devido às promoções. Localizei o forno. Não tinha preço afixado nele. Pensei: "Vou esperar, e quando liberar um atendente, pergunto o preço." - Esperei dez minutos como algo a mais na loja pois ninguém sequer deu boa tarde. Nesse tempo um dos balconistas estava atendendo um cliente que já estava na loja quando eu entrei, e os dois em altos papos e risadas. As outras e os outros também estavam todos ocupados atendendo. Então, entrou na loja uma mulher de parar o trânsito, perfeita, roupa colada, e parou na frente deste balconista que ainda estava atendendo. Ele vidrou na mulher ao vê-la. Despachou o quanto antes o cliente que estava atendendo e foi direto até a gostosona para atendê-la, enquanto eu já havia esperado mais de dez minutos ali. O que fiz? Fui embora já que meu dinheiro não vem anexado com dotes femininos e esta loja pode esquecer que eu existo. Jamais comprarei outra vez naquela loja. Nem que seja a única que tenha o produto que preciso. E não é vingança. É me sentir humilhado porque uma gostosona com seu charme me passou pra trás. Só isso. Ou tudo isso!
Então, no dia seguinte, precisando de um cabo micro USB fui atrás e comprei numa loja. Ainda brinquei dizendo: "Se não funcionar, devolvo e quero meu dinheiro de volta!" - Por sinal, uma fortuna. Mas estava precisando, comprei. Cheguei em casa, liguei o cabo no computador e no celular e o computador não reconheceu a conexão. Nem carregou o celular.
No outro dia fui até a loja, reclamei do cabo, e o dono da loja me atendeu dizendo taxativamente que o defeito era o meu celular. Eu disse que não, que o problema era seu cabo. E ele, ignorante, grosso, continuou afirmando que era meu celular, que não devolveria o dinheiro. Então eu disse: "Tudo bem. Não vou quebrar por estes 19 reais que gastei neste cabo sem qualidade. Vou no teu concorrente e compro outro. O cara nem se tocou. Deixou eu ir. E fui. Na loja concorrente comprei o mesmo cabo FUNCIONANDO, pela metade do preço. E eles me disseram qeu teve um lote destes cabos que tinha defeito.
Moral da história: adivinha se um dia vou por de novo os pés neste jurássico narcisista achando que sua loja é o bam bam bam e que quando tem algum defeito não é o lixo que ele vende e sim, o nosso equipamento? Nunca!!!
terça-feira, 5 de janeiro de 2016
Pequenas Mentiras, Meias Verdades: A Receita
A Receita
João era um homem bom e inocente. Ele era tão manso que não fazia nada de mal a nenhuma pessoa, e até tinha pena de matar as moscas.
Sua vida era trabalhar durante a semana na fábrica de calçados e das noites de sexta até as noites de domingo ele enchia a cara. Eram sempre um monte de litros de cachaça.
Sua esposa a Berta já fizera de tudo para tirar o João deste ritmo, mas não conseguiu realizar nada.
Ela já havia feito diversas promessas a Deus e santos. Promessas cheias de sacrifícios como não comer mais carne às sextas-feiras e ir a pé até o Padre Reus em São Leopoldo. Na segunda promessa até estava incluído que a caminhada seria feita com quatro grãos de arroz crus em cada sapato. Imaginem o tamanho do sacrifício!
Mas, Berta não precisou fazê-los porque João não perdeu o costume. Cada fim de semana acontecia o mesmo: o homem volta do boteco cheio da cara.
Eles tinham uma filha raquítica que chamava Gerta, o mesmo nome da avó. A garota também havia pedido diversas vezes ao pai para cuidar um pouco de sua bebedeira, mas nada adiantou.
Berta até já havia ido pedir a ajuda do padre, mas não deu resultado. Daquele tempo em diante, quando o padre havia falado com ele, parece que até começou a beber mais.
A vida correu e o homem continuou a beber todo o fim-de-semana. A Berta e a Gerta nem ficavam mais em casa para não verem o homem assim. Fim-de-semana sempre estavam na casa da avó.
Sábado de tardezinha o João chegou completamente bêbado em casa. Antes de ir se deitar tomou um copo de água, mas não notou que dentro do copo estava um camundongo. E assim, ele o engoliu junto.
Assim que aconteceu, ele no mesmo instante ficou lúcido. Ele correu por socorro no hospital.
Quando encontrou o primeiro hospital entrou correndo gritando por socorro. Mas ele não havia notado que entrara num sanatório. Pior, ele não notou que o médico que o atendeu era um louco vestido de médico.
João contou tudo para o médico louco e o mesmo prescreveu a receita. Ele pegou a receita e correu até a farmácia mais próxima. Lá ele entregou a receita para o atendente. O atendente então leu a receita. E por achá-la estranha perguntou ao João:
- Então, para que esta receita foi prescrita?
- Porque eu engoli sem querer um camundongo num copo com água.
O atendente riu, dizendo:
- É! A receita tem seu sentido!
Na receita estava escrito:
"Tomar um gato a cada duas horas e armar uma ratoeira na saída da bunda."
sábado, 2 de janeiro de 2016
Hora da Faxina - Amigo Secreto
Amigo Secreto
Todo ano, no mês de dezembro, ocorrem encontros, festas, alegria, brincadeiras, comilança e bebedeira para fechar o ano com amigos ou colegas de trabalho, ou parentes. É algo saudável, digno de ser mantido, afinal, como seres humanos temos a necessidade de encontrar pessoas que ao menos têm um pouquinho a ver com nossa vida, nossa história. E o que é inevitável, para coroar o encontro, é feito o amigo secreto (em outras regiões do país chamado de amigo oculto). E o mais bacana nisto, é que a pessoa que vai presentear seu amigo secreto começa descrevendo esta pessoa e os participantes do evento vão tentando adivinhar quem é este amigo secreto.
Muitas risadas, brincadeiras e descontração já se somam a este evento por justamente ser um jogo de adivinhação. E tem pessoas na turma com uma intuição tão especial, que conseguem descrever o amigo secreto perfeitamente mas onde quem está presente não consegue adivinhar através das pistas que vão sendo dadas. Aí é que está a graça.
Nós também tivemos a festa de encerramento do grupo de amigos que chamamos de ADA - Amigos Da Alegria. Este grupo iniciou já há muitos anos entre as colegas e amigas dos escritórios de contabilidade de nossa cidade e seus respectivos maridos. E o grupo foi sempre muito unido, temos muita alegria nos encontros e tudo sempre é festa.
E nossa festa aconteceu no último dia 29 de dezembro, aqui em minha casa. Sempre fazemos na casa de alguém do grupo, num rodízio gostoso, onde o que realmente importa é a magia do encontro e rir. Rir muito. E desta vez não foi diferente. As risadas contagiaram o encontro com tantas brincadeiras, acontecimentos, e é claro, com o amigo secreto.
O que aconteceu, é que muitos presentes foram comprados na mesma loja. E já por este detalhe, a brincadeira começou com alguns dizendo: "Ah, te vi lá! Então era meu presente que estavas comprando!" - e assim por diante.
E a entrega de presentes foi se sucedendo, com adivinhações, amigos secretos de verdade, até que a uma certa altura, um amigo foi entregar o presente ao amigo secreto, onde a esposa dele tinha a amiga secreta e os dois haviam comprado nesta loja, portanto os pacotes de presente eram iguais. E o pacote foi trocado. Este amigo foi descrevendo quem era seu amigo secreto, todos tentando adivinhar, foi muito legal, até que adivinhamos e a entrega do presente aconteceu. O que recebeu, abriu ansiosamente o presente e eis que tirou de dentro do pacote uma peça toda rendada. Nem se deu conta do que era até que abriu a peça na frente de todo mundo. Era uma calcinha branca de renda muito sexi. Na hora ele deixou cair no chão com o susto que levou, pela peça inusitada.
O que deu enquanto isso dizia:
- Se não servir pode trocar!!!
E já a esposa do amigo que deu o presente enganado veio correndo, atropelando todo mundo e gritando:
- Não é pra ser este. Houve engano de pacote.
E arrematou a calcinha que saiu voando por cima das mesas até cair de novo ao chão. Todo mundo rindo da cena, que demorou pouco tempo mas o suficiente para doer a barriga de tanto rir, quando o amigo que deu o presente enganado disse:
- É, ninguém viu. Mas ele já estava com o pezinho levantado para enfiar na calcinha e experimentar.
sexta-feira, 25 de dezembro de 2015
Culinária: Almondegões
Almondegões de Carne no Forno
INGREDIENTES (RENDE 6 PORÇÕES):
500 g de carne de agulha sem osso moída 2 vezes
500 g de carne de coxão duro moída duas vezes
350 g de carré de porco moído duas vezes
150 g de bacon moído 2 vezes (se não gosta de bacon, aumenta a carne de porco para 500 g).
2 cebolas médias
1 tomate médio sem pele
2 dentes de alho
3 colheres de vinho tinto seco
2 colheres de colorau
3 colheres de farinha de trigo integral (ou farinha de rosca)
2 ovos
Sal
Pimenta do reino
MODO DE PREPARAR:
Coloque o forno a aquecer 180 graus. Enquanto isto, coloque todos os ingredientes numa vasília, pique os temperos miudinho e acrescente. Quando tiver acrescentado tudo, ponha sal e pimenta a gosto, misture a massa como se fosse de pão, sovando e virando até que a massa desprenda da vasília. Faça bolas grandes, em torno de 8 cm de diâmetro. Coloque em assadeira untada com banha (ou óleo) e coloque no forno para assar durante 1 hora e 15 minutos. (Quando estiver seco o fundo da assadeira.
Acompanha bem uma massa com molho e maionese, ou arroz e maionese com saladas.
Hora da Faxina - Gente Sem Noção
Gente Sem Noção.
É incrível como existe gente sem noção. Sem noção em vários sentidos, onde afetam a vida de outras pessoas e ainda se acham vítimas quando são alertadas para isto. E esta atitude ainda fica mais proeminente na época das festas de fim de ano. Gente sem noção que tenta furar a fila seja onde for, que briga pelo último exemplar daquela tigela de plástico de um e noventa e nove no bazar para dar de presente de Natal, que grita irritada para a fila andar mais rápido porque ainda tem que montar a gororoba que vai apresentar na ceia ou que fica bufando atrás daquela velhinha de passos lentos na calçada que fica barrando a sua passagem com um guarda-chuva enorme, que mais parece um guarda-sol.
Gente sem noção. E eu fui premiado nesta véspera de Natal. Foi uma entregadora de pacotes tão sem noção, que, do contrário do meu modo de ser, tive que bancar o estúpido para mostrar o quanto sem noção aquela pessoa estava sendo.
Ontem de manhã, oito horas, acordei com palmas na frente de casa. Detalhe: havia trabalhado até as três e meia da manhã com gravações para a China, e mesmo eu abrindo minha loja às nove, pensei em esticar um pouco mais. Mas, após as palmas, toques de campainha, mais palmas e o desgraçado e famigerado: "Ó de casa!" - gritado insistentemente a plenos pulmões, comecei a me irritar. Porém, fiquei na minha. Pensei: "Esta mulher vai ver tudo fechado, vai 'raciocinar' que ainda estamos dormindo e vai embora." Que nada. Ficou insistindo entre gritos e palmas e toques de campainha até as oito e meia, acordando toda a vizinhança.
Eu, muito chateado, acabei me sentindo lesado com tamanha falta de noção e falta de "sefragol" para conosco. Mas, abri a janela do quarto para despachá-la e eis que vi uma mulher com uma caixa na mão gritando pra mim:
- Pode vir aqui? É um presente pra ti de ...fulano de tal.
Eu, sonolento, esfregando os olhos, respondi:
- Você não viu que meu horário é a partir das 9 da manhã? Se você não sabe, mas faço questão de contar que trabalhei até passar das três e então você está sendo muito incômoda, estorvando meu sonho me tirando da cama antes das nove.
E ela, toda cheia de si, poderosa, respondeu:
- Eu estou somente fazendo meu trabalho. Tem esta encomenda pro senhor, preciso entregar e eu não posso passar mais tarde aqui para entregar. Poxa, pega aqui, tá na mão. É uma encomenda pra você. Não posso voltar depois das nove.
Eu, tendo dormido somente em torno de quatro horas, tentando raciocinar, mas sabendo que aquela atitude da mulher estava completamente sem noção, porque o entregador tem que se sujeitar a entregar quando tem alguém para receber e não tirar da cama à força, respondi:
- Pois moça, saiba que quem não respeita o direito dos outros não merece atenção. Você não imagina o que é minha vida para ficar enchendo meu saco de manhã cedo, quando tem horário afixado de início das atividades aqui. Pega este presente, seja de quem for, que seja até do papa e bota fora. Eu não quero se for pra ser entregue por uma pessoa sem noção como você.
Ela ficou furiosa. Gritou de volta:
- O senhor está prejudicando meu trabalho. O que custa vir aqui e pegar já que está com a janela aberta?
E eu respondi:
- Não custa nada. Mas você não está desempenhando seu trabalho. Está sendo uma maluca sem noção enchendo o meu saco e de toda a vizinhança há mais de meia hora.. Você está sendo uma imbecil autoritária querendo que eu aja da sua forma, quando que, alguém que entrega mercadorias tem que se sujeitar a voltar quando não consegue entregar na primeira vez. Já lhe disse. Bota fora, seja de quem for, não vou aí pegar.
Fechei a janela e voltei a deitar.E ela foi embora. Não voltou mais hahaha. Decerto botou fora mesmo.
sexta-feira, 18 de dezembro de 2015
Hora da Faxina - O Pedreiro
O Pedreiro
Dizem que esta história é verdadeira. E acredito que realmente seja, afinal, tantas coisas inusitadas acontecem ou são ditas, que mais esta, pode perfeitamente ser real. Ainda mais quando se trata de pedreiros e suas façanhas. Existem tantas histórias a respeito deles que não fica difícil compor um livro. Mas hoje, vou focar no pedreiro Pedro, muito conhecido em nosso interior, pela alta qualidade de suas construções, deixando uma reputação invejável pelos seus feitos.
Por outro lado, Pedro era uma pessoa de poucos risos, mas seu senso de humor era peculiar. Ele tinha um jeito de dizer as coisas que deixavam as pessoas a pensar ou, dependendo do que dizia, tinham que rir. E em sua vasta lista de obras dificilmente havia alguma no meio que desabonava seu trabalho.
Mas em uma obra ele foi mal. Justamente numa obra pequena, de dois dias de trabalho, sem muita engenharia, somente usando sua técnica e habilidade e seu conhecimento de tantos anos na arte de agregar tijolos. Aconteceu o seguinte:
Libéria contactou Pedro para que fizesse um orçamento para um forno de barro grande, para sua família. E, num dia de tardezinha ele foi lá na casa da Libéria, viu o espaço destinado para este forno, calculou, fez as contas e disse que junto com o servente, faria a obra por dois mil reais. Já apresentou a lista de material que necessitava e ficou esperando a resposta para iniciar a obra.
O marido da libéria achou um assalto o orçamento feito pelo pedreiro já que o mesmo tinha dito que em dois dias estaria pronto. Mas, como era o melhor pedreiro da região, decidiram mesmo assim contratá-lo.
No dia marcado Pedro chegou com suas ferramentes, seu servente, e iniciou a construção do forno. Como era seu costume, um esmero sem igual foi aplicado durante toda a execução da obra, com todos os detalhes de acabamento perfeitos.
Finalmente no sábado de manhã ele terminou a obra. Ainda deu alguns retoques e depois chamou Libéria dizendo para ela:
- Antes de fazer a primeira fornada de pão deve queimar papel e gravetos em grande quantidade para que o forno 'cure' por dentro e se transforme numa estrutura bem sólida.
Libéria acatou suas instruções dizendo que faria de acordo como ele dissera. Pegou o maço de notas de cinquenta e entregou ao pedreiro fazendo o pagamento pelo seu trabalho. Nisto também chegou o marido de Libéria voltando do trabalho e seus três filhos estavam ao redor do forno eufóricos para ver ele assando os melhores pães da redondeza.
Pedro agradeceu e foi embora. Quando ele tinha caminhado uns cinquenta metros, ouviu-se um estrondo. Era o forno que estava ruindo. O marido de Libéria gritou:
- Pedro!
Pedro continuou caminhando. Então Libéria gritou:
- Pedro, o forno ruiu e nós nem tivemos a oportunidade para inaugurá-lo.
Pedro, sem olhar para trás, continuou caminhando e levanto o braço gritando de volta:
_ Também, ele não podia durar a vida toda!
quinta-feira, 17 de dezembro de 2015
Culinária: Peito de Frango ao Molho Madeira com Champignons Assado no Forno
Peito de frango assado no forno ao molho madeira com champignons.
Um prato muito delicioso que acompanha bem tanto arroz, como massa ou batata cozida ou no vapor. Fácil e rápido de fazer. Um sabor diferente para deliciar esta carne normalmente seca quando não preparada de acordo.
INGREDIENTES (4 pessoas):
1 peito grande de frango desossado e sem pele (800g)
2 sachês de molho madeira (Elege) - 400 ml
100 g de champignons em conserva.
1 cebola pequena
Sal, pimenta branca, Gril (Maggi)
1 colher de Colorau
4 colheres de Azeite de oliva.
MODO DE FAZER:
Enquanto põe o forno a aquecer a 250 graus, corte o peito de frango em bifes, coloque numa bacia. Acrescente a cebola picada miudinho e tempere com sal a gosto, Gril e pimenta branca e uma colher de colorau. Misture bem para agregar sabor aos bifes.
Espalhe o azeite de oliva no fundo de uma travessa e espalhe as porções de frango sobre elas. Leve ao forno e asse durante meia hora.
Enquanto isto, coloque o molho madeira a aquecer no fogão enquanto corta os champignons. Acrescente ao molho, acrescente em torno de uma xícara de água e deixe ferver com os champignons durante dez minutos para o sabor deles misturar no molho.
Depois de meia hora de forno, retire a forma e derrame o molho madeira sobre os bifes. Retorne ao forno durante mais 5 minutos.
Pronto! Está aí um prato delicioso e leve, bom para ser consumido em dias quentes.
terça-feira, 15 de dezembro de 2015
Culinária: Brócolis ao Molho Branco com Mostarda
Brócolis ao Molho Branco com Mostarda
INGREDIENTES: (para 4 pessoas)
4 ovos cozidos
250g de bacon fatiado
200g de salame bologna fatiado
200g de queijo mussarela fatiado
1 cabeça de brócolis (1/2k)
3 colheres de mostarda
4 colheres de maisena
água
MODO DE FAZER:
Coloque os ovos a cozinhar para a gema ficar dura (depois da água ferver, + 10 minutos fervendo).
Enquanto isto, corte as tiras de bacon para ficarem em torno de 5 cm e ponha a fritar em frigideira antiaderente. Vá mexendo volta e meia. Quando as peças de bacon começarem a dourar, descarte a banha que saiu da fritura do bacon. Corte a bologna em pedaços do tamanho do bacon e acrescente, colocando em fogo baixo para a fritura da bologna não espirrar banha neste processo. Vá mexendo volta e meia. Enquanto isto desfaça a cabeça de brócolis com as mãos, usando somente a parte final dos talinhos e a flor em si. O resto da cabeça pode guardar para fazer um refogado, uma sopa, etc. Quando estiver dourada a bologna, acrescente o brócolis, levante o fogo, mexendo volta e meia. Note que não vai nenhum tempero, nem água. O brócolis vai temperar com a bologna e o bacon e vai cozinhar com sua própria água.
Enquanto o brócolis vai lentamente amaciando, descasque os ovos, pique eles e quando o brócolis estiver al dente, acrescente os ovos, mexendo sempre. Numa tigela coloque a maisena, a mostarda, o queijo picado e misture meio litro de água fria. Mexa esta mistura até ficar homogênea. Acrescente lentamente na frigideira, mexendo sempre até ficar pastoso.
Este prato por si só é uma refeição completa, não precisa acompanhamentos
sexta-feira, 11 de dezembro de 2015
Hora da Faxina - A Curiosidade
A Curiosidade
Você está caminhando tranquilamente na calçada, despreocupado, indo em direção ao banco ou a uma loja, no comecinho da tarde, quando em sua direção vêm caminhando duas mulheres de meia idade que conversam entre si. Até aí não tem nada demais. É uma cena do quotidiano e que se repetirá enésimas vezes em sua vida. Mas o problema é uma frase que você ouviu ao cruzar por elas. A mais baixa das duas fala para a mais alta:
- Eu nunca imaginei que ela fosse capaz de fazer isso!
E a mais alta ainda reforça:
- Nem eu!
Nisto, elas já passaram por você, continuam o assunto mas a famosa curiosidade, a vulgar 'pulguinha atrás da orelha' mordeu você. E a pergunta que não quer calar: "Quem seria capaz de fazer o que?" Você conhece as duas mulheres, suas ligações familiares, onde trabalham e a sua dúvida é sobre quem elas estavam falando com este tom de reprovação.
É incrível, mas o ser humano tem dessas coisas de tentar encaixar meios conhecimentos em hipóteses.
Então você chega no banco, pega uma senha e senta para esperar sua vez. Pra variar, está lotado. Todos reclamam de crise, mas as transações financeiras continuam a mil. Enquanto você mexe no seu celular para mandar recadinhos no whatsapp dizendo quantas pessoas têm na frente de você para serem atendidas, uma conversa de duas senhoras na sua frente o faz parar de teclar e prestar atenção.
A senhora mais grisalha está conversando descontraidamente com a outra senhora do cabelo preto tingido. Elas estavam falando sobre plantar roseiras e sua melhor época para fazê-lo, o tipo de papo tão trivial quanto falar sobre as condições do tempo. E por isto você começou a mexer em seu celular. A conversa fútil não cativou você. Mas, de repente, o assunto muda e o deixa repleto de curiosidade. Porque a de cabelo tingido disse para a grisalha:
- Voltando a falar de nossa vizinha, eu não repreendo ela pelo que ela fez. Fosse eu agiria do mesmo jeito.
...E enquanto suas anteninhas se ajustam para saber o que a vizinha fez, é surpreendido por um cochicho no ouvido da grisalha com direito a mão em concha encostada na boca para falar ainda mais baixo sobre o desfecho do assunto da vizinha. Ninguém dentro do banco ouviu, muito menos você. E sua curiosidade sobre o assunto o deixa muito imaginativo tentando entender de que forma a vizinha desta senhora teve que reagir. Como é homem, já logo pensou em alguma atitude da vizinha voltada à vingança privando seu parceiro do que mais judia: sexo. E você chega a se autoafirmar que só podia ser isto, já que elas terminaram o assunto no silêncio de um cochicho comprometedor. E no seu íntimo já se solidariza ao parceiro da vizinha achando que ela agiu errado nisto tudo, sem ao menos saber se foi este o tema de verdade e se a punição foi a que você imaginou.
A curiosidade é perversa. Tanto que no primeiro assunto, as duas amigas simplesmente estavam falando da amiga em comum que tingiu o cabelo de ruiva e que jamais imaginavam que ela seria capaz de fazer isto. E, na história do banco, das duas senhoras, bem, ali... Tá eu conto! Como já se diz há muito tempo "as paredes têm ouvidos e nem delas o cochicho escapa", soube depois que o assunto foi um terceiro vizinho que sempre varria a sujeira de sua calçada para a calçada desta vizinha. E, ela indignada com a repetitividade do fato, um dia juntou aquele monte de folhas e outras porcarias, botou numa sacolinha de supermercado e foi até o vizinho dizer que tinha algumas verduras para lhe dar. Ele ficou faceiro, mandou entrar e pediu para por na mesa da área dos fundos. Ela entrou levou a sacola para aquela mesa e quando estava bem no meio dela abriu a sacola e derramou ali, em cima da mesa, todo o entulho que o vizinho tinha varrido para sua calçada.
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