Aqui escrevo sobre histórias e estórias de antigamente, de convivência, do dia-a-dia, tudo em forma de crônicas, contos, frases, imagens, poesias, ou o que a imaginação permitir. Vou disponibilizar também, material guardado há muito tempo. Sinta-se a vontade para comentar.
Para quem quer fazer uma receita não muito complicada, de custo bastante bom e para agradar uma visita, eis aqui a receita que fiz hoje:
Ninho de Carne Moída:
Ingredientes:
1 kg de carne moída segunda (moída 2 vezes)
200 g de bacon moído 2 vezes
2 cebolas - 1 grande, uma pequena
2 tomates - 1 grande, um pequeno
2 dentes de alho grandes
200 g de retalho de presunto
200 g de retalho de queijo mussarela
2 ovos
1 xícara de farinha de pão
Sal e pimenta do reino branca a gosto
Modo de fazer:
Numa travessa, misturar a carne moída com a cebola e o tomate pequenos picados miudinho, os ovos e a farinha de pão, os dentes de alho amassados, com sal e pimenta a gosto. Misturar bem durante bastante tempo até a massa soltar da travessa. Abrir a massa sobre um filme plástico ou papel manteiga deixando o mais fino que puder (metade da espessura do que faria um rocambole de carne moída. Ralar o queijo em ralador grosso (aquele de ralar verduras cruas) e espalhar sobre a massa. Ralar o presunto da mesma maneira e espalhar por cima do queijo. Cortar a cebola grande em cortador de legumes separando ela em fios e argolas e espalhar por cima do presunto. Cortar o tomate e rodelas bem fininhas e espalhar por cima da cebola. Enrolar com a ajuda do filme (ou papel manteiga). O rolo não vai se manter unido. Colocar com a ajuda do filme dentro de forma. O rolo de carne vai mostrar rachaduras e tentar se abrir. Com as mãos dar forma de novo como se fosse rocambole sem se preocupar em fechar as rachaduras. Colocar tampado com papel alumínio em forno pré aquecido 220 graus por 45 minutos. Destampar e deixar por mais 45 minutos.
Acompanhe com arroz, maionese e saladas diversas. Vai fazer sucesso!
Então você tem uma visita inesperada para jantar, não tá com grana sobrando para oferecer um banquete, mas quer impressionar. O que fazer? Faça este xixo de frango, que tenho certeza absoluta que será falado e comentado por um longo tempo devido ao sabor peculiar que esta receita cria. Fácil de fazer, com um custo total inferior a 30 reais, sua textura e sabor impressionam.
A Receita:
Receita de Xixo de Frango (4 pessoas)
8 cacetinhos (pão francês)
800 g de peito de frango desossado
200 g de linguicinha calabresa 1 colher de banha (ou ou 3 colheres de óleo de milho se preferir)
1 cebola grande
1 tomate médio
meio pimentão vermelho
1 sachê de molho madeira (250g)
1 Sachê de champignon (100g)
uma colher de sopa de colorau
sal a gosto
Preparo:
Derreta a colher de banha e coloque a calabresa a fritar picada em rodelinhas pequenas, acrescentando a cebola e o colorau. Quando estiver pegando no fundo, acrescente meio copo dágua. Acrescente o frango picado em bifinhos. Salgue a gosto e deixe conzinhando enquanto pica o tomate e o pimentão. Quando a mistura estiver secando, acrescente o tomate e pimentão e coloque mais 1/2 copo de água. Quando estiver fervendo, acrescente o molho madeira e o champignon picado fininho, deixe fervendo durante dez minutos.
Espalhe os pães cortados ao meio em travessa grande e cubra com o xixo quente. Leve ao forno aquecido 15 minutos e deixe por 5 minutos em potência alta.
Colocar a lentilha de molho em água quente com o alho picado miudinho, a folha de louro e a parte verde (folhas) do alho poró. Colocar a banha em panela de ferro. Enquanto derrete, picar bem miudinho o bacon, costelinha, linguiça calabresa e linguiça. Cada qualidade quando cortada já acrescentar e ir fritando em fogo médio. Depois picar a cebola e acrescentar, dando pequeno choque de água. Enquanto ela frita, picar o talho do alho poró e o tomate em partes pequenas, acrescentar na panela e misturar sempre até que o tomate desmanche. Acrescentar o extrato de tomate, misturar bem. Em seguida colocar a lentilha na panela, misturar e acrescentar água quente até dois dedos acima da mistura.
Deixar cozinhando por 45 minutos em fogo baixo mexendo de vez em quando. Esmagar o aipim grosseiramente com garfo e acrescentar na lentilha. Deixar a mistura cozinhando por mais 15 minutos, mexendo regularmente para não pegar no fundo.
Harmonia era uma vila pequena naquela época. Todos se conheciam, tudo era compartilhado: as conquistas de alguns mais abastados e a derrocada sobre doenças incuráveis. Tudo corria de boca em boca, todos ficavam sabendo. Personagens importantes na comunidade, respeitados e pessoas doces e simples que completavam nosso discernimento.
Hoje vou falar sobre serviços que existiam em Harmonia naquela época.
Começando pela serraria dos Gewehr que ficava perto do castelinho, foi uma empresa forte que serrou muitas tábuas durante muitos anos. No começo era movida à roda d'água, de um arroio que passava ali, que teve uma barragem feita um pouco antes, de onde a água era canalizada para a roda d'água que assim movia o trilho para cortar as toras. No seu porão, desta mesma serraria, estocados barris de cachaça feita pelos avô da família.
Na rua principal, hoje 25 de Julho, duas ferrarias lutavam para manter seus clientes, e as duas trabalhavam esmeradamente: a ferraria do Léo Hans que ficava bem defronte à entrada da atual sociedade Harmonia, do outro lado da rua, e a do Wendelino Colling, que ficava um pouco além do atual Mercado Harmonia.
Eu me criei bem em frente ao mercado atual, no lugar onde hoje está o Sabor Orgânico. E esta ferraria dos Colling, onde trabalhavam pai e filhos deixou muitas lembranças boas.
Quando ferravam os cavalos ou prensavam argolas de ferro em brasa para moldar as rodas de carroça a gente ia perto para ver como isto era feito. Minhas lembranças remetem ainda hoje ao cheiro daquela tinta laranja da madeira sendo queimada com as argolas reluzentes.
Quem produzia as rodas de madeira era a marcenaria do Orlando de Melo que ficava ali perto, tudo no entorno de minha casa. Era uma arte fabricar rodas com raios de madeira para colocar nas carroças. E esta marcenaria fabricava muitas coisas bacanas. Quem fornecia parte da madeira, era a serraria do Raimundo Calsing, que faleceu cedo vítima de apendicite, e que foi continuada pelos seus filhos, principalmente o Mário e depois pelos netos.
Do outro lado de minha casa, depois de uma moradia, existia o moinho e fábrica de móveis do Avelino Christ. No porão e parte do primeiro andar funcionava o moinho, que principalmente transformava milho colhido pelos colonos da região em farinha através de engenhocas, muitas das quais concebidas por ele mesmo. E na parte da frente do prédio, ele, junto com o filho fabricava móveis como armários e baús. Não foi só uma vez que acordávamos de madrugada com o ruído de marteladas fabricando um caixão. Pois ali eram fabricados na pressa os caixões para as pessoas que faleciam na vila. E a gente sabia antes do sino do começo do dia anunciar, que havia falecido alguém porque de madrugada fora fabricado mais um esquife. Me lembro bem da personalidade deste velhinho, que não era de muitos amigos.
Na lomba oposta à igreja, presente até hoje, está a construção deste prédio lindo, que parece olhar para a vila. Esta casa pertencia ao Jacó Weisheimer, o qual junto com suas filhas que carinhosamente chamávamos de: "di chacôos med", administrava a agência de correios. Muitas lembranças boas tenho desta casa, onde nós crianças, íamos todos os dias, pelo meio da manhã, pegar a correspondência e distribuir na vila, que era uma espécie de passatempo para nós. A gente tinha prazer em fazer isto, pois o brilho dos olhos de quem recebia uma carta de parente distante era impagável.
Harmonia me teve na infância. E eu a tenho em meu coração por tudo que ela me ensinou e proporcionou.
Pensamentos de Bere que foram postos em cartas escritas há anos, ou mais recentes deixadas escritas em algumas pastas do seu notebook. Bere faleceu em setembro de 2013, mas deixou este legado maravilhoso de ideias que fazia sobre a vida, o dia a dia e o amor.
Talvez muitos não saibam, mas fui músico durante quase vinte anos, tocando primeiro em conjunto, depois em banda de baile. E esta atividade é muito gratificante. Por diversos motivos. Dentre tantos, sempre se conhece novos lugares que talvez de outra forma nunca conheceria, se conhece pessoas maravilhosas que começam a fazer parte do nosso rol de amizades, se come culinárias de outros costumes com suas misturas e temperos característicos, se vivem momentos que de outra forma nunca viveria.
Por outro lado, ser músico também é estafante. Parece fácil, lindo e maravilhoso ser o centro de uma festa, de um baile, de um evento. Mas para se chegar lá, muitas horas de ensaio, muita dedicação e muito empenho são necessários para se chegar a um repertório redondinho, onde todas as músicas saem afinadas e no ritmo. Além do mais, o desgaste do deslocamento, testes de instrumento, aparelhagem, madrugadas inteiras sem dormir, fim-de-semanas comprometidos com a profissão e tantas mais coisas, vão se avolumando ao ponto de um dia se dizer: "Basta! Não quero mais!"
Comigo não foi diferente. Chegou um momento, onde pouco antes de meu segundo filho nascer, decidi que não tocaria mais. Somente em festinhas familiares, encontros de amigos, estas coisas. E foi o que fiz!
Ser músico também é protagonizar histórias muito engraçadas que vão se situar em nossa mente para o resto da vida. No tempo em que toquei na banda, muitas coisas aconteceram que nos deixaram estas histórias engraçadas para contar.
Uma delas aconteceu na capital de nosso estado, na Sociedade Ginástica de Porto Alegre (SOGIPA) num baile de chopp promovido pela Comenda do Lobo. Aliás, tocamos durante vários anos o baile de chopp desta entidade de simpatizantes dos costumes alemães.
Chegamos no meio da tarde na sociedade, por sinal muito chique. Descarregamos os equipamentos (na época não existia equipe técnica de banda), começamos a instalar e testar tudo para extrair o melhor som. E este processo era demorado, levava em torno de três a quatro horas até ficar pronto. Quando ficamos prontos com a montagem do equipamento, o salão já estava bastante lotado de gente. Homens de ternos finos e mulheres de longos reluzentes, um glamour que raras vezes vi em outros eventos.
Nesta sociedade, as mesas reservadas aos convidados ficam em patamares diferentes, algo como escadões, para que os de trás consigam enxergar toda a pista de danças que fica na parte mais baixa e o palco dos músicos que fica acima da pista. Então, todas as pessoas presentes conseguiam ver o que estávamos fazendo.
Tudo testado, pegamos nossas mochilas com o uniforme e seguimos para o vestiário para trocar de roupa que fica no lado oposto do palco, tendo que atravessar toda a pista, que naquela hora estava vazia. Um dos nossos músicos, o trombonista, tinha uma mala daquelas feitas de papelão grosso revestido de couro, antiga, do tempo do epa. Só a mala já chamava a atenção pela relíquia que era. E ele a pegou em seu pegador e seguiu conosco para o vestiário.
Quando chegou exatamente no meio da pista, a tramela que fechava a mala dele rompeu, abrindo, e esparramando toda a roupa dele no meio da pista. Inclusive tinha junto uma cueca branca, encardida de velha, sapatos surrados, e o uniforme dele todo amarrotado. Todo mundo ficou olhando para ele. Nós seguimos deixando ele sozinho, na sinuca. E ele não teve dúvida: atirou a mala no chão, se acocorou e pacienciosamente juntou todas as peças do uniforme enfiando de qualquer jeito tudo dentro. Depois fechou aquela mala velha e a pressionou embaixo do braço pra não abrir de novo e saiu assobiando como se nada tivesse acontecido.
-------------------- Abaixo um dos vídeos mais inusitados de música onde eu e meus dois filhos acompanhamos o Paulo Klein cantando na festa da RCC com uma afinação dos deuses kkkkkkkkkkkkkkkkk
INGREDIENTES (4 PESSOAS): 800 g de carne moída primeira (peça para misturar cochão mole e alcatra) 150 g de bacon moído junto 100 g de apresuntado ralado grosso 3 ovos 1 xícara de farinha de pão 1/2 xícara de vinho branco 2 cebolas médias picadas miudinho 1 tomate médio picado miudinho 2 dentes grandes de alho picados miudinho 1 colher (sopa) de pimentão verde picado miudinho 2 colheres (sopa) de tempero verde picado miudinho 1 colher (sopa) de colorau. Sal, pimenta moída branca MODO DE FAZER: Coloque todos os ingredientes numa bacia e misture com as mãos até se tornarem uma massa homogênea. Depois faça cinco bolas do tamanho das duas mãos em concha e coloque em forma untada com óleo, em forno pré aquecido 180 graus durante 1 hora. MOLHO DE POBRE: 2 colheres de óleo 1 caldo de galinha 2 tomates maduros 1 cebola média 2 colheres de extrato de tomate. 1 pitada de orégano 2 copos de água MODO DE FAZER: Pique a cebola e os tomates grosseiramente e coloque em panela com o óleo e deixe em fogo baixo desmanchando. Quando estiver tudo cozido, acrescente o extrato de tomate, a água, o caldo de galinha picado (desmanchado) e o orégano. Deixe levantar fervura e cozinhe por cinco minutos. Acrescente lentamente a colher de chá de farinha de trigo, misturando até começar a engrossar. Acrescente este molho aos bolos de carne no forno e deixe pegar sabor por 10 minutos no forno. Sirva em seguida com purê de batatas e saladas.
Nas minhas férias, sempre o que gosto de fazer é ir até a praia, seja aqui no Rio Grande do Sul, seja em Santa Catarina, e passar de uma semana a dez dias de lazer em outro clima, outros objetos, outra casa, e assim voltar a ter saudades da amada casinha, meu lar, para mais um ano ficar juntando trocados e repetir tudo de novo. Sair da rotina. Esta é a máxima para as férias, seja onde forem, mas que sejam distante de sua casa, de seus conhecidos, de seus costumes e de preferência até de seus animais de estimação. Tanto mais vai ser o gosto do retorno!
Meu gosto pelo mar não é seu banho, entrar e ficar horas driblando ondas. Meu gosto é pelo seu ruído confortante, pelo seu cheiro, pela sua visão que inebria, pelo seu conteúdo que me faz ver o quanto de nada eu sou frente à natureza em seu tamanho e poder. Meu gosto é uma cadeira, um guarda-sol e uma bolsa térmica com latinhas de cerveja para ir saboreando enquanto ponho conversa fora ou ouço esta sinfonia maravilhosa do mar.
Também gosto de observar o que acontece ao meu redor, pois a um bom observador sempre aparecem detalhes muito especiais, ou significantes, a ponto de gerarem uma crônica como esta. E a observação faz com que a gente tire um monte de conclusões das pessoas ao nosso redor, sem ao menos conversar com elas.
Em minhas últimas férias aconteceu isso. Mesmo tendo uma placa na entrada da praia onde dizia explicitamente dos perigos de várias doenças transmitidas pelos cachorros via areia da praia, as dondocas levavam seus peludos para cagarem na praia e fazerem a festa. Ainda bem que eu e meus filhos não nos rolamos mais na areia da praia por toda esta imundície animal, mas, pensei que se fosse pra pegar bicho geográfico, que fosse na dona do cachorro que não tava nem aí para os frequentadores, violando todo o bom censo e a lei.
Numa bela manhã nos instalamos na areia, e eis que na nossa frente estava uma senhora embaixo do guarda-sol, mãe de duas crianças, um menino e uma menina girando ao redor de seis e quatro anos que estavam cavocando um buraco na areia. Brincadeira normal de criança. E elas estavam eufóricas porque junto com elas estava uma cadela de porte médio, dócil, rolando com elas, deixando se enterrar na areia, numa familiaridade que dava gosto. Até comentei com meu filho que se não fosse o problema da transmissão de doenças, que como era bacana esta interação entre as crianças e os cachorros na praia. E as duas crianças abraçavam a cadela, rolavam com ela na areia, uma química muito familiar.
A jovem senhora estava absorta no seu smartphone, nem olhando para as crianças, que ao meu ver, já estavam perigosamente tempo demais expostas ao sol do meio-dia longe do guarda-sol, sem bonés, só de calçãozinho e biquíni. Me deu vontade de levantar e intervir, já que as crianças estavam se divertindo sem dar bola pra torreira do sol e a mãe estava perdida dentro de suas redes sociais, nem se dando conta do que tava rolando com seus filhos.
Foi então que, acho que a mulher viu o horário em seu telefone, levantou num pulo, recolhendo tudo que tinha trazido, também suas crianças e enxotando a cadela para que se afastasse deles. A cadelinha num pulo saiu do buraco derrubando o menino que a estava montando, e saiu correndo em nossa direção, virando em seguida e indo para um rumo desconhecido. A jovem senhora pegou os filhos e suas tralhas e foi para casa sem a cadela. Foi então que descobri que os filhos dela brincaram a manhã inteira com uma cachorra de rua, descuidada, sem dono, se rolando na areia, abraçando, beijando, enfim, fazendo amizade, algo tão inerente às crianças.
Só fiquei curioso para saber quantos problemas dermatológicos surgiram para estas crianças depois deste encontro tão intenso e aconchegado.
Fatos inusitados acontecem tão frequentemente que muitas vezes nem vimos a essência que um fato pode conter, podendo muitas vezes ser muito engraçado. Nas férias então, muitas coisas fazem a gente achar graça porque a vida solta, despreocupada, relaxada, amplia a graça dos fatos.
Os jogos de mesa, à noite, regados com cerveja viram num enorme pastelão, onde qualquer bobaginha pode ser motivo de graça. E um jogo destes que acaba virando numa grande piada é o Imagem e Ação. Para quem não conheçe, este jogo consiste em se fazer mímica sobre o conteúdo de uma carta sorteada onde contém as instruções, ou, fazer um desenho, dependendo do lado par ou ímpar de um dado que se rola. A competição é entre equipes e os colegas da equipe têm que adivinhar o que diz na carta de instruções através da atuação do colega. A equipe tem dois minutos para acertar a charada. Dá para imaginar o que sai nestas mímicas? E nestes desenhos que muitas vezes não têm nada a ver com o descrito na carta, porque quem desenha já está 'altinho' e o que vale é a graça da brincadeira, independentemente de quem vai ganhar? Então se avança num tabuleiro e a primeira equipe a chegar no final ganha.
Férias sempre descontraem. Este é o espírito, a essência. Para depois ficar mais um ano trabalhando, se virando, para ter como novamente fazer férias. Então, não dar bola para horários, para rotinas, para alimentação. Liberar tudo, se sentir livre. Bom, desde que esta liberdade não atinja nossa saúde, nosso organismo. Mas uma exageradinha nas férias faz muito bem, repondo aquela sensação do tempo de criança, onde nossa inocência não via nada de mal em se consumir o que dava prazer sem culpa nenhuma.
Sobre tantas histórias de praia, tem uma muito engraçada onde deixei meu cunhado de refém no supermercado. Lembrei desta história porque aconteceu neste supermercado perto de onde estou veraneando.
Viemos nós dois um dia de manhã no meio da semana para comprar carne para fazer um churrasco. A gente rachava a despesa meio a meio. Mas quando viemos comprar a carne, ele pensou que eu estava trazendo dinheiro e eu pensei que ele estava trazendo. Ou seja, nenhum dos dois trouxe grana junto. Entramos, e a primeira coisa depois de pegar o cestinho foi cada um pegar uma lata de cerveja, abrir e brindar as férias. Compramos tudo e, ao passarmos no caixa ninguém tinha dinheiro. Foi muito engraçado porque cada um tava com a lata de cerveja na mão, quer dizer, já tínhamos gerado dívida, e sem um centavo no bolso para pagar. Depois do constrangimento inicial, deixei meu cunhado de refém no supermercado como garantia de pagamento, voltei pra casa pra pegar a grana e vir pagar nossa conta. Quando estávamos indo embora, ele disse:
- É, agora sei o que é ser refém. Me dá mais uma lata de cerveja aí!
Coloque a banha em bifeira (se não tiver, de preferência panela de ferro) e deixe aquecendo enquanto tira a pele da linguiça calabresa e corta em rodelas bem fininhas. Acrescente a linguiça mexendo de vez em quando, enquanto frita. Neste meio tempo corte a cebola em pedaços pequenos e acrescente quando a linguiça estiver começando a fritar. Misture de vez em quando. Deixe pegar no fundo e acrescente um pouco de água fria. Mexa para soltar. Acrescente o peito de frango cortado em cubos tempere com sal e pimenta a gosto e deixe secar. Quando novamente estiver pegando no fundo, acrescente mais água fria para soltar. Repita esta operação até que adquira a cor marrom desejada (aqui repeti 4 vezes). Coloque a colher de colorau, o arroz, o brócolis, alho poró e tomate cortado em quatro partes. Misture tudo e deixe no bafo em fogo baixo por algum tempo, até que as verduras comecem a cozinhar. Acrescente o litro de água quente e deixe ferver em fogo médio. Depois da água ficar pela metade na cozedura o arroz vai criando ponto (15 minutos + ou -). Experimente o sal, e veja a consistência que deve ficar de pastoso a líquido. Se estiver muito líquido deixe ferver mais um pouco e se estiver muito pastoso acrescente mais água quente.