sexta-feira, 25 de maio de 2012

Política anti spam: Calando mais um Político

  

  Como já falei algumas vezes neste blog, minha intenção sempre foi a de compartilhar coisas boas, coisas que nos engrandeçam e coisas que façam sentir com o dever cumprido.
    Bom, acho que neste caso, a última opção é válida, pois me senti de alma lavada depois que apertei o botão de ENVIAR do gmail.
    O que rolou?
    Na realidade rola todo o dia e a intensidade é tanta que qualquer vivente, por mais calmo que seja acaba a certa altura perdendo a paciência: são os spams que genialmente os provedores de emails filtram, mas que entopem, trestopem e nos enfiam goela abaixo seu lixo sem se importar se nós nos importamos com sua inoportuna intromissão em nossa privacidade. Aqueles emails de lixo sertanojo e duplas universitárias (não sei de onde tiraram este título se tudo é o mesmo tipo de gemidinho em dueto tentando ser apaixonado), aquelas letras escrachadas com cara de viagra e bunda de "ainda não peguei ninguém" tentando mostrar que tudo no mundo gira em torno do sobe-e-desce, aqueles textos com ieróglifos gregos, coreanos e russos tentando empurrar sei-lá-o-quê pois nem o google tradutor encontrou uma tradução para nosso idioma, aquelas cartinhas de pessoas se dizendo mulheres viúvas começando seu email: 'Minha querida senhor", mostrando claramente que usaram o google tradutor de sua língua para o português e por conseguinte existe este erro de substantivo, e por aí vai...
    Tem emails de todos os tipos e sortes no spam. Inclusive alguns importantes e por isto olho todos os dias. O gmail tem o costume de enviar para o spam emails enviados a você em inglês. Não sei por que a discriminação, até parece que não podemos ter contatos ingleses. Mas entendo, porque uma grande porcentagem dos spams têm como língua original o inglês. Mas, péraí: se eu não olhasse, teria perdido contato com relacionamentos comerciais importantes com empresas da Inglaterra e de Israel.
    Mas, isto tudo não tem tanta importância porque ontem (já passamos da meia noite) lavei a égua respondendo um spam. Trata-se de um spam político que há semanas vinha entupindo minha  caixa de emails, quando enviei para o spam e continuou vindo por lá.  E desta vez resolvi ver como descadastrava o email. Tinh a lá a caixa pra esta finalidade. Cliquei em cima e voalá, abriu uma janela. Lá pedia meu email, o motivo de não querer mais receber emails do 'coitadinho' e uma caixa onde pudesse escrever o que quisesse. Aqui está o que escrevi e faço questão que rode o Brasil inteiro e seja repassado por todos os internautas:

     Veja a resposta que dei no motivo do descadastramento dos emails de um político (muito  influente, atualmente um governador de estado) que vinha enchendo o meu saco na caixa de emails:
   "No dia em que os políticos forem como os aposentados: cordiais, experientes, honestos, exemplos de vida, espelhos da juventude, pontuais, madrugadores e caseiros, companheiros fiéis dos que sempre estiveram ao seu lado, mesmo sendo de times adversários, ensinarem de graça e pararem para ouvir os outros.... ...e ainda sobreviverem com o salário mínimo, vou ter o maior prazer em receber seus emails. Mas enquanto está esta catástrofe anunciada, que é um Brazil em plena autofagia demagógica, financeira e eleitoreira, onde os políticos se autoaumentam extratosfericamente sem perguntarem a opinião da população e ainda dizem que o rombo do orçamento da união é a aposentadoria, tenham dó. Não nasci ontem e não aguente mais ouvir as mesmices!
Pio Rambo"
    Texto liberado para repasse, nem precisam citar a fonte. Vamos chacoalhar nosso país que tanto necessita de tantas coisas e onde só o que tem valor é o próprio umbigo.

domingo, 13 de maio de 2012

Ser Mãe Visto por um Pai




Só eu vi o rubor diferente em seu rosto quando chegou pra mim e disse que suspeitava estar grávida. O seu jeito de me olhar já o confirmou, muito antes dos exames. E quando veio a confirmação pelo exame, sua alegria na realização deste sonho já me mostrou antes de tudo, que teria toda a competência para administrar a gravidêz e conviver com nosso filho até seu nascimento, criá-lo e acompanhá-lo até sua independência como adulto.
Durante a gravidez, quantas vezes a peguei afagando a barriga e compartilhando os acontecimentos do dia-a-dia e partes de sua vida com este bebê que nem conhecia ainda! Eu pensava: "Nossa, está precoce este bebê se já pode assimilar o que a sua mãe está lhe passando!" Mas, você, boba e maravilhada com a magia da gravidez nem me via a vendo e jamais imaginava que eu pudesse ter pensamentos assim. Na sua pureza, você transferia em doses diárias o código de  suas atitudes  e os passos corretos para que o bebê já nascesse 'enturmado'.
Veio o dia do parto. O nenê nasceu e finalmente você teve o primeiro momento em que pôde segurar esta criaturinha frágil no colo, olhar para o seu rostinho amarrotado e dizer orgulhosa: "NãO é o bebê mais lindo do mundo?"
Dali para diante, mamadeiras, fraldas, madrugadas em claro, correria pro plantão ou pediatra, sustos e compensações. Com o tempo, você muito mais do que eu aprendeu a administrar este serzinho novo que invadiu nossas vidas, sob nosso liberal consentimento, mas que tinha todo um batalhão de individualidades com as quais você pouco imaginava conviver um dia e eu nunca imaginava passar por isto.
Mas o serzinho cresceu, passou todas as etapas da vida, nós alimentamos nele todas as nossas esperanças e ele está seguindo seu caminho com a índole de quem sabe onde pisa, o que é o mais importante. E tudo isto é graças a você, mãe, que já encaminhou este nosso filho quando ainda estava em sua barriga!
Que todos os filhos tenham dentro de sua índole as palavras que a mamãe dizia quando ainda os tinha na barriga.
FELIZ DIA DAS MÃES!

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Circula na Internet: O Valor dos Pais

                                           (foto do google images)

O VALOR DOS PAIS.
                       

Um jovem de nível acadêmico excelente, candidatou-se à posição de gerente de uma grande empresa.

Passou a primeira entrevista e o diretor fez a última entrevista e tomou a última decisão.

O diretor descobriu através do currículo que as suas realizações acadêmicas eram excelentes em todo o percurso, desde o secundário até à pesquisa da pós-graduação e não havia um ano em que não tivesse pontuado com nota máxima.

O diretor perguntou, "Tiveste alguma bolsa na escola?" o jovem respondeu, "nenhuma".

O diretor perguntou, "Foi o teu pai que pagou as tuas mensalidades ?" o jovem respondeu, "O meu pai faleceu quando tinha apenas um ano, foi a minha mãe quem pagou as minhas mensalidades."

O diretor perguntou, "Onde trabalha a tua mãe?" e o jovem respondeu, "A minha mãe lava roupa."

O diretor pediu que o jovem lhe mostrasse as suas mãos. O jovem mostrou um par de mãos macias e perfeitas.

O diretor perguntou, "Alguma vez ajudaste a tua mãe a lavar as roupas?", o jovem respondeu, "Nunca, a minha mãe sempre quis que eu estudasse e lesse mais livros. Além disso, a minha mãe lava a roupa mais depressa do que eu."

O diretor disse, "Eu tenho um pedido.  Hoje, quando voltares, vais e limpas as mãos da tua mãe, e depois vens ver-me amanhã de manhã."

O jovem sentiu que a hipótese de obter o emprego era alta. Quando chegou a casa, pediu feliz à mãe que o deixasse limpar as suas mãos. A mãe achou estranho, estava feliz mas com um misto de sentimentos e mostrou as suas mãos ao filho.

O jovem limpou lentamente as mãos da mãe. Uma lágrima escorreu-lhe enquanto o fazia. Era a primeira vez que reparava que as mãos da mãe estavam muito enrugadas, e havia demasiadas contusões nas suas mãos. Algumas eram tão dolorosas que a mãe se queixava quando limpava com água.

Esta era a primeira vez que o jovem percebia que este par de mãos que lavavam roupa todo o dia tinham-lhe pago as mensalidades. As contusões nas mãos da mãe eram o preço a pagar pela sua graduação, excelência acadêmica e o seu futuro.
Após acabar de limpar as mãos da mãe, o jovem silenciosamente lavou as restantes roupas pela sua mãe.

Nessa noite, mãe e filho falaram por um longo tempo.

Na manhã seguinte, o jovem foi ao gabinete do diretor.
O diretor percebeu as lágrimas nos olhos do jovem e perguntou, "Diz-me, o que fizeste e aprendeste ontem em tua casa?"

O jovem respondeu, "Eu limpei as mãos da minha mãe, e ainda acabei de lavar as roupas que sobraram."

O diretor pediu, "Por favor diz-me o que sentiste."

O jovem disse "Primeiro, agora sei o que é dar valor. Sem a minha mãe, não haveria um eu com sucesso hoje. Segundo, ao trabalhar e ajudar a minha mãe, só agora percebi a dificuldade e dureza que é ter algo pronto. Em terceiro, agora aprecio a importância e valor de uma relação familiar."

O diretor disse, "Isto é o que eu procuro para um gerente. Eu quero recrutar alguém que saiba apreciar a ajuda dos outros, uma pessoa que conheça o sofrimento dos outros para terem as coisas feitas, e uma pessoa que não coloque o dinheiro como o seu único objetivo na vida. Estás contratado."

Mais tarde, este jovem trabalhou arduamente e recebeu o respeito dos seus subordinados. Todos os empregados trabalhavam diligentemente e como equipa. O desempenho da empresa melhorou tremendamente.

Uma criança que foi protegida e teve habitualmente tudo o que quis, vai desenvolver- se mentalmente e vai sempre colocar-se em primeiro. Vai ignorar os esforços dos seus pais, e quando começar a trabalhar, vai assumir que toda a gente o deve ouvir e quando se tornar gerente, nunca vai saber o sofrimento dos seus empregados e vai sempre culpar os outros. Para este tipo de pessoas, que podem ser boas academicamente, podem ser bem sucedidas por um bocado, mas eventualmente não vão sentir a sensação de objetivo atingido. Vão resmungar, estar cheios de ódio e lutar por mais. Se somos esse tipo de pais, estamos realmente a mostrar amor ou estamos a destruir o nosso filho?

Pode deixar o seu filho viver numa grande casa, comer boas refeições, aprender piano e ver televisão num grande plasma. Mas quando cortar a grama, por favor deixe-o experienciar isso. Depois da refeição, deixe-o lavar o seu prato juntamente com os seus irmãos e irmãs.Deixe-o guardar seus brinquedos e arrumar sua própria cama. Isto não é porque não tem dinheiro para contratar uma empregada, mas porque o quer amar como deve de ser. Quer que ele entenda que não interessa o quão ricos os seus pais são, um dia ele vai envelhecer, tal como a mãe daquele jovem. A coisa mais importante que os seus filhos devem entender é a apreciar o esforço e experiência da dificuldade e aprendizagem da habilidade  de trabalhar com os outros para fazer as coisas.  

Quais são as pessoas que ficaram com mãos enrugadas por mim?

O valor de nossos pais ...

      (Recebi por email: desconheço o autor)


terça-feira, 17 de abril de 2012

O que penso do Fator Previdenciário



                                                             (foto extraída do Google imagens)

        O FATOR PREVIDENCIÁRIO

Não gosto de escrever sobre assuntos desagradáveis. Estes temas geralmente fazem a gente se sentir impotente diante dos fatos. E, sem poder resolver o assunto, por que falar sobre ele?
Mas, eu me sinto na obrigação de falar sobre este famigerado assunto chamado de fator previdenciário. Vejamos o que ele é:
"O cálculo do fator previdenciário leva em conta a idade, o tempo de contribuição, a expectativa de sobrevida e a média dos 80% maiores salários de contribuição desde 1994.
Na prática, o fator reduz o valor do benefício de quem se aposenta por tempo de contribuição antes de atingir 65 anos, no caso de homens, ou 60, no caso das mulheres. O tempo mínimo de contribuição para aposentadoria é de 35 anos para homens e 30 para mulheres.
Para quem se aposenta por idade, a aplicação do fator é opcional – é usado apenas quando aumenta o valor da aposentadoria. Quanto maior a idade do beneficiário no momento do pedido de aposentadoria, maior o fator previdenciário, e portanto maior o valor do benefício."
Ou seja: trocando em miúdos, quanto antes a gente começa (ou começou) a pagar a previdência, quando se aposentar, menos receberá. 
Trabalhei como autônomo por 35 anos e 1 mês contribuindo mensalmente com 20 por cento sobre os meus ganhos para a previdência. Como comecei a trabalhar bem jovem, aos 53 anos cumpri o prazo de contribuição e me aposentei. Note bem: no papel, pois continuo na ativa. Sobre os 20 por cento que contribuí, comecei recebendo a metade do valor a que teria direito se não fosse o fator previdenciário. Isto foi em outubro de 2010. De lá para cá, com dois aumentos que o mínimo já teve, só estou mais recebendo 1/3 do que por direito nestes anos todos trabalhados e contribuídos eu teria.
Então fico raciocinando: se o fator previdenciário corta o salário porque a pessoa se aposenta antes da idade que 'eles' acham ser uma boa pra se aposentar, e se a cada ano eu avanço um pouquinho para mais perto desta idade que seria de 60 anos, por que o valor da aposentadoria diminui e não aumenta? Afinal, estou descontando estes anos e o tal do fator previdenciário está diminuindo, pois a cada ano, chego mais perto da idade que seria o padrão para ter me aposentado. 
Então, infelizmente vejo que o aposentado neste país não tem mais valor nenhum, não merece crédito nenhum, nem merece ser ouvido porque não está mais na ativa e dificimente irá eleger alguém para representá-lo porque ele não tem condiçoes de bancar financeiramente um candidato a qualquer cargo já que uma campanha política é cara.
A conclusão é óbvia: aposentado vai fazer greve do quê se não trabalha mais? Não tem poder de pressão. Não tem como prejudicar ninguém ficando parado, pois está parado desde que se aposentou. Então o governo se aproveita desta situação, matando os aposentados à míngua. Eu fico estarrecido quando, caminhando nas ruas, vejo velhinhos de cabelos grisalhos revirando os sacos de lixo na beira da calçada, catando latinhas e garrafas pet para reciclagem, para aumentar seu minguado orçamento mensal, que não cobre nem as contas fixas (água, luz, telefone, gás), quem dirá alimentação e remédio. Nota-se perfeitamente que eles fazem isto constrangidos ao extremo. Sua vergonha pela atitude é muito grande e só é superada devido à necessidade de levantarem uma grana extra. 
Também tem os velhinhos trabalhando de office-old, pegando as filas  preferenciais nos bancos pela idade, para fazer serviço de office-boy. Apesar de ser uma afronta para quem está na fila comum do banco, é uma maneiro dos coitados melhorarem seus ganhos mensais. Ainda, tem a velhinha que enviuvou cedo e que paga meio salário de aluguel. Juntado água, luz e gás (telefone nem tem) sobram uns trocados para viver o mês inteiro e se alimentar. Então, para os remédios, ela lava roupa para fora, a mão, pois não tem dinheiro para comprar uma máquina, ganhando uma ninharia por peça lavada e suas mãos parecem dois cactus de tão laceradas que estão. E ela, enquanto põe de molho as mãos laceradas em água morna com chá de arnica e babosa, indagada sobre esta sina, na qual o governo a meteu, responde sorrindo: "Ainda bem que não estou acamada e consigo tirar este dinheirinho extra."
A coisa podia ser bem diferente e isto poderia trazer lucros fantásticos ao governo: aposentado tem tempo para viajar, para conhecer lugares diferentes, comer comidas diferentes, consumir produtos diferentes dos supermercados, das lojas, porque tem tempo para isto. Aposentado poderia consumir muito e trazer muitos dividendos para o governo no imposto cobrado nestes produtos que ele consumiria. Mas como eu disse: consumiria. Não vai consumir. Afinal, viajar de que jeito? suas roupas estão puídas e ele não pode repor, não tem dinheiro nem pra comprar um quilinho de carne e fazer um churrasquinho quando recebe a aposentadoria, pois o mês anterior já a consumiu todinha. Com vai fazer algo diferente?
Só resta a ele ficar amargo, desgostoso e consumir o único passatempo que é de graça, que é olhar tv. E este é um programão, pois, com a programação que não tá nem aí para esta faixa etária empurra seu lixo diário guela abaixo e ainda exibe mil coisas bacanas em seus comerciais para consumir, que aposentado não pode comprar, deixando-o ainda mais frustrado.
Isto é o Brasil! Tudo aos políticos, pouco ao povo, menos do que nada dividido por dois ao aposentado, o qual já fez muito por este país enquanto estava na ativa. Quem sabe este velho ou esta velha, com todos estas preocupações e aporrinhações, não tem um piribaque e parte mais cedo! Um aposentado a menos para pagar!

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Circula na internet: De onde vem o Significado das Expressões?






Acabar em pizza

Uma das expressões mais usadas no meio político é “tudo acabou em pizza”, empregada quando algo errado é julgado sem que ninguém seja punido.

O termo surgiu por meio do futebol. Na década de 60, alguns cartolas palmeirenses se reuniram para resolver alguns problemas e, durante 14 horas seguidas de brigas e discussões, estavam com muita fome. 
Assim, todos foram a uma pizzaria, tomaram muito chope e pediram 18 pizzas grandes. Depois disso, simplesmente foram para casa e a paz reinou de forma absoluta. Após esse episódio, Milton Peruzzi, que trabalhava na Gazeta Esportiva, fez a seguinte manchete: “Crise do Palmeiras termina em pizza”. Daí em diante o termo pegou.


Casa da Mãe Joana

A expressão se deve a Joana, rainha de Nápoles e condessa de Provença que viveu na Idade Média entre 1326 e 1382. Em 1346, a mesma se refugiu em Avignon, na França. Aos 21 anos, Joana regulamentou os bordéis da cidade onde vivia refugiada. Uma das normas dizia: "o lugar terá uma porta por onde todos possam entrar." Transposta para Portugal, a expressão "paço-da-mãe-joana" virou sinônimo de prostíbulo. Trazida para o Brasil, o termo paço, por não ser da linguagem popular, foi substituído por casa. Assim, "casa-da-mãe-joana" passou a servir para indicar o lugar ou situação em que cada um faz o que quer, onde impera a desordem e a desorganização.


Dar com os burros n'água

A expressão surgiu no período do Brasil Colonial, onde tropeiros que escoavam a produção de ouro, cacau e café precisavam ir da região Sul à Sudeste sobre burros e mulas. O fato era que muitas vezes esses burros, devido à falta de estradas adequadas, passavam por caminhos muito difíceis e regiões alagadas e muitos morriam afogados. Daí em diante o termo passou a ser usado para se referir a alguém que faz um grande esforço para conseguir algum feito e não consegue obter sucesso.


De mãos abanando

Na época da intensa imigração no Brasil, os imigrantes tinham que ter suas próprias ferramentas. As "mãos abanando" eram um sinal de que aquele imigrante não estava disposto a trabalhar. A partir daí o termo passou a ser empregado para designar alguém que não traz nada consigo. Uma aplicação comum da expressão é quando alguém vai a uma festa de aniversário sem levar presente.


Dor-de-cotovelo

A expressão “dor-de-cotovelo”, muito usada para se referir a alguém que sofreu uma decepção amorosa tem sua origem na figura de uma pessoa sentada em um bar e com os cotovelos em cima do balcão, enquanto toma uma bebida e lamenta a má sorte no amor.De tanto o apaixonado ficar com os cotovelos apoiados sobre balcão, os mesmo deveriam doer. Esta é a idéia por trás desta expressão.


Entrar com o Pé Direito

A tradição de entrar em algum lugar com o pé direito para dar sorte é de origem romana. Nas grandes celebrações dos romanos, os donos das festas acreditavam que entrando com tal pé, evitariam agouros na     ocasião da festa. A palavra “esquerda” significa do latim, sinistro, daí já fica óbvia a crença do lado obscuro dos inocentes pés esquerdos. Foi a partir daí que a crença se espalhou por todo o mundo.


Fazer nas Coxas

A expressão “fazer nas coxas” surgiu na época da colonização brasileira. As telhas usadas nas construções da época, feitas de barro, eram moldadas nas coxas dos escravos. Assim, algumas vezes ficavam largas, outras vezes finas, nunca com um tamanho uniforme. Foi desta forma que surgiu a expressão, utilizada para indicar algo mal feito.


Fazer Vaquinha

A expressão “fazer vaquinha” surgiu na década de 20 e tem sua origem relacionada com o jogo do bicho e o futebol. Nas décadas de 20 e 30, já que a maioria dos jogadores de futebol não tinha salário, a torcida do time se reunia e arrecadava entre si um prêmio para ser dado aos jogadores.Esses prêmios eram relacionados popularmente com o jogo do bicho. Assim, quando iam arrecadar cinco mil réis, chamavam a bolada de “cachorro”, pois o número cinco representava o cachorro no jogo do bicho. Como o prêmio máximo do jogo do bicho era vinte e cinco mil réis, e isso representava a vaca, surgiu o termo popular “fazer uma vaquinha”, ou seja, tentar reunir o máximo de dinheiro possível para um fim específico.


Guardado a Sete Chaves 

No século XIII, os reis de Portugal adotavam um sistema de arquivamento de jóias e documentos importantes: um baú que possuía quatro fechaduras. Cada uma destas chaves era distribuída a um alto funcionário do reino. Portanto, eram apenas quatro chaves. O número sete passou a ser utilizado em razão de seu valor místico, desde a época das religiões primitivas. Foi assim que começou-se a utilizar o termo “guardar a sete chaves” para designar algo muito bem guardado.


Jurar de Pés Juntos

A expressão surgiu através das torturas executadas pela Santa Inquisição, nas quais o acusado de heresias tinha as mãos e os pés amarrados (juntos) e era torturado até dizer a verdade. Até hoje, o termo é     empregado para expressar a veracidade de algo que uma pessoa diz.


Lágrima de Crocodilo

Quando dizemos que uma pessoa está chorando “lágrimas de crocodilo”, estamos querendo dizer que ela está fingindo, chorando de uma forma falsa. Tal expressão, utilizada no mundo inteiro, veio do fato de que o crocodilo, quando está devorando suas presas, faz uma pressão muito forte sobre o céu da boca e estimula suas glândulas lacrimais, dando a impressão de que o animal está chorando. Obviamente, o animal não “chora”, por isso surgiu a expressão popular


Motorista Barbeiro

No século XIX, os barbeiros faziam não somente os serviços de corte de cabelo e barba, mas também tiravam dentes, cortavam calos, entre outras coisas. Por não serem profissionais, seus serviços mal feitos eventualmente geravam marcas. A partir daí, desde o século XV, todo serviço ruim passou a ser atribuído ao barbeiro, por meio da expressão “coisa de barbeiro”. Este termo veio de Portugal, contudo, a associação de “motorista barbeiro”, ou seja, um mau motorista, é tipicamente brasileira.


Onde Judas perdeu as botas

A expressão "onde Judas perdeu as botas" é usada para designar um lugar distante, desconhecido e inacessível. Existe uma história não comprovada que relata que após trair Jesus, Judas enforcou-se em uma árvore sem nada nos pés, já que havia posto o dinheiro que ganhara por entregar Jesus dentro de suas botas. Quando os soldados viram que Judas estava sem seus sapatos, saíram em busca dos mesmos e do dinheiro da traição. Nunca ninguém ficou sabendo se tais botas foram achadas.Acredita-se que foi assim que surgiu tal expressão.


Pensando na Morte da Bezerra

A história mais aceitável para explicar a origem do termo é proveniente das tradições hebraicas, nas quais os bezerros eram sacrificados para Deus como forma de redenção de pecados. Um filho do rei Absalão tinha grande apego a uma bezerra que foi sacrificada. Assim, após o animal morrer, ficou se lamentando e pensando na morte do mesmo. Após alguns meses o garoto morreu. Foi desta forma que surgiu tal expressão.


Pra inglês ver

A expressão surgiu por volta de 1830, quando a Inglaterra exigiu que o Brasil aprovasse leis que impedissem o tráfico de escravos. No entanto, todos sabiam que essas leis não seriam cumpridas, assim, as mesmas teriam sido criadas apenas "para inglês ver". Foi assim que surgiu a expressão.


Rasgar Seda

Tal expressão, utilizada quando alguém elogia exaustivamente outra pessoa, surgiu através da peça de teatro do teatrólogo Luís Carlos Martins Pena. Na mesma, um vendedor de tecidos usa o pretexto de sua profissão para cortejar uma moça e começa a elogiar exageradamente sua beleza, até que a mulher percebe a intenção do rapaz e diz: “Não rasgue a seda, que se esfiapa.” Foi assim que surgiu a expressão.


Tirar o Cavalo da Chuva

No século XIX, quando uma visita iria ser breve, deixavam o cavalo ao relento, em frente à casa do anfitrião. Caso a visita fosse demorar, colocavam o animal nos fundos da casa, em um lugar protegido da chuva e do sol. 

Contudo, o convidado só poderia colocar seu cavalo protegido da chuva se o anfitrião percebesse que a visita estava boa e dissesse: “pode tirar o cavalo da chuva”. Depois disso, a expressão passou a significar a desistência de alguma coisa.


 OK

A expressão inglesa “OK” (okay), mundialmente conhecida para significar algo que está tudo bem, teve sua origem na Guerra da Secessão, nos EUA. Durante o conflito, quando os soldados voltavam para as bases sem nenhuma morte entre a tropa, escreviam em uma placa “0 Killed” (nenhum morto), expressando sua grande satisfação. Foi assim que surgiu o famoso “OK”.

A etimologia da palavra é muito discutida. Muitos estudiosos acreditam que é uma deformação da expressão All Correct (por "Oll Korrekt"), que quer dizer "tudo está correto", cuja origem provavelmente remonta à expressão Oll klor do baixo alemão e do latim all star...

Origem Indígena norte-americana Também se acha que provem de okeh que na língua nativa americana Choctaw significava "sim".

Origem grega Igualmente, alguns opinam que O.K. são as iniciais da expressão grega Ola Kala, que significa "tudo está bem".

Origem afro-americana Outras teorias indicam que OK pode ter uma origem africana e que foi trazida para os EUA pelos escravos provenientes daquele continente, o que deriva da forma de afirmação latina hoc ille ou do occitano oc que significa "sim".

Origem na Guerra Civil estadunidense Alguns dizem que pode proceder da Guerra Civil dos Estados Unidos da América, já que, quando não havia nenhuma baixa nos campos de batalha, anotava-se 0 killed (nenhum morto), que na sua forma abreviada corresponde a 0K. Este mesmo sistema supostamente foi usado também durante a Guerra do Vietnã, tornando-se sinônimo de uma coisa boa, afinal não havia vítimas no combate.

Origem no 8º presidente dos Estados Unidos Em 1836 Martin Van Buren, o oitavo presidente dos EUA, assinava com o sobrenome de Old Kinderhook que abreviado seria OK.

Origem durante a época da escravatura nos EUA Outra teoria afirma que na época da escravatura nos EUA, quando nos campos de algodão do sul, os escravos apresentavam-se com o seu carregamento diante o capataz, este dava-lhes em francês (muitas regiões do sul dos EUA falavam francês na época) o visto favorável com a expressão "Au quai" que significa "ao cais (de carga)",e,falado pelo não-franceses errado como Oll Kway.Knock Out

Outra teoria diz que provém da negação do termo Knock Out (K.O.,muito visto em jogos de luta e quadrinhos de ação), indicando que estava tudo bem. 

Origem no zero absoluto Devido ao fato de que à temperatura de zero kelvin (zero absoluto), que corresponde a -273,15°C, cuja simbologia é 0 K, os átomos possuírem grau de agitação mínimo, praticamente sem contato, atrito, houve uma comparação com um estado de paz, no qual está tudo bem. (fonte: Wikipedia)


domingo, 1 de abril de 2012

Bife Mestiço. A receita do sucesso.

Devido a pedidos de diversos amigos, estou publicando novamente esta receita que faz o maior sucesso e que fica divina: Bifes à milanesa de carne misturada com frango. Aqui está o segredo de como fazer:
Rendimento - 6 a 8 porções.




Faça bifes com um peito de frango, bata com martelo de bifes (600gr). Faça bifes finos com um pedaço de alcatra e bata com martelo de bifes (600gr).


Tempere com sal, pimenta, especiarias e cebola picadinha.



Faça dois cortes no meio dos bifes de carne e entrelace o bife de frango através destes cortes.


Aspecto da carne com frango entrelaçado.


Pegue 2 ovos, bata com duas colheres de água até ficar homogêneo. Pegue também farinha de mandioca.



Passe o bife no ovo.



Passe o bife na farinha.


Coloque na frigideira com óleo quente






Aspecto depois de 10 minutos de fritura, pronto para virar.




Frite o outro lado.


Depois de 20 minutos está pronto.


Coloque em pé em bacia com papel absorvente.


]

Pronto para servir. 


Olha que beleza! Que sabor! Que textura!!!!!!!!


Diviiiiiiiiiiiino!!!!!!!


Sirva acompanhado de feijão e massa

domingo, 25 de março de 2012

Como é que é?







Fico impressionado com o que vejo no dia-a-dia. Como técnico em eletrônica convivo com pessoas que desaprenderam a sintonizar seus aparelhos que ainda usam seletor rotativo. Isto mesmo: o seletor de canais que faz tec tec tec ao trocar de canal e onde só no girar de um knob se faz a sintonia fina. E as pessoas não sabem mais fazer isto.
Fico imaginando como será daqui pra frente quando trocarem a máquina de lavar, o fogão e pior ainda, o microondas, tudo depende de comandos pessoais e intransferíveis, que se não forem corretos mudam o processo.
Talvez surja daí a profissão de Self processor, ou Self Adjuster.
Mas, quero reiterar o que um velhinho são de memória me disse estes dias: "Só envelhece com saúde e inteligência quem não tem medo de evoluir com a tecnologia!"
Muito original. Acho que ele está certo.
Vamos aprender o novo. O velho já passou!

terça-feira, 20 de março de 2012

Bife à Milanesa - Sabor a Mi





Esta é a receita que participou do concurso da Elma Chips para um sabor especial de fritas e não foi selecionada. Mas, fica aqui o prato para você fazer em casa e saborear esta delícia de carne, que é o bife à milanesa, tipo Sabor a Mi.
INGREDIENTES:
1 kg de bifes de Alcatra, cortados na espessura de 1 cm, sem passar na máquina.
1 cebola pequena.
Pimenta do reino branca para moer ou esmagar (15 grãos)
Nós moscada - 1 pitada
3 ovos
300gr. de farinha de mandioca
2 xícaras de óleo.


MODO DE FAZER:
Bata os bifes com martelo em casa e os espalhe em superfície limpa, pique a cebola miudinha e salpique sobre os bifes. Espalhe sobre eles sal (aspergindo), pimenta e nós moscada picada miudinha, tudo só num lado do bife.
Bata os ovos com 5 colheres de água.
Depois, quando a mistura estiver homogênea, passe os bifes nela e depois na farinha de mandioca, fritando em óleo quente, sempre com o lado do tempero para cima. Quando a parte de baixo estiver dourada, vire o bife e frite a parte de cima.
Sirva com arroz, rodelas de tomate com sal e azeite de oliva,  e maionese. E bom apetite!

quarta-feira, 14 de março de 2012

Violinha - Isca de Peixe Empanada


Violinha - Isca de Peixe Empanada - Como tudo começou



Foi no início dos anos 2000 que tive a oportunidade de conhecer de perto esta iguaria muuuuito saborosa que é servida em diversas praias de Santa Catarina e algumas do Rio Grande do Sul. Não sei se nos estados acima do Paraná também servem este petisco, mas, é por demais saboroso quando comido na praia, acompanhado de uma cervejinha bem gelada.
A primeira vez que comi isca de peixe empanada foi na praia de Campeche, na Ilha de Santa Catarina por volta do ano de 2000. Depois, comemos novamente em 2001 na praia da Armação da Ilha (perto de Campeche) este saboroso prato, numa tarde chuvosa, à beira mar, embaixo do telhado de zinco de um barzinho que teimou em ficar aberto, apesar da chuva torrencial que caía. Foi um senhor banquete. Comemos não sei quantas porções, mas voltamos maravilhados com aquele sabor inigualável, depois de uma tarde diferenciada, vendo a chuva a revoltar o mar da baía da Armação e pescadores voltando enxarcados do seu trabalho, mas com barcos lotados de tubarão-martelo. Ainda hoje em dia soam nos meus ouvidos o conselho do meu cunhado Paulinho, que exagerando no suco do limão aconselhava: "Pio, põe mais limão aí, ...orra!"
Meu sonho sempre foi aprender esta receita, que parecia inacessível a um simples apreciador de acepipes e pratos diferenciados. Até que, um dia, eu pensando com meus botões, que já que frango, beringela e cebola em medalhão ficam muito gostosos empanados, por que não levar a receita adiante e combiná-la com a violinha, ou seja, isca de peixe.
Resolvi fazer o teste. E nada modesto: com 1 quilo de violinha. Aconteceu no último sábado à noite e o resultado está descrito aqui. Vale a pena fazer, pois fica um prato divino, não perdendo nada daqueles que se come na beira da praia.

INGREDIENTES PARA 8 PORÇÕES:

1 quilo de isca de peixe (violinha)
1 cebola média
sal
tempero preparado (gril)
pimenta branca moída
Suco de 1 limão
10 colheres de farinha de trigo
5 colheres de amido de milho (maizena)
3 ovos
1 sazon amarelo
2 xícaras de óleo de soja para fritar

MODO DE PREPARAR:



Espalhe a isca de peixe já descongelada sobre uma superfície. Pique a cebola miudinho e espalhe por cima das iscas. Borrife sal modestamente (o peixe absorve bastante o sabor do sal). Espalhe o tempero preparado, a pimenta e exprema o suco do limão por cima da carne. Deixe marinar enquanto prepara a massa para empanar.


MASSA PARA EMPANAR:


Numa bacia coloque a farinha a maizena e os ovos. Acrescente uma pitada de sal e o sazon. 


Mexa bem até virar uma mistura homogênea.


Coloque a isca de peixe temperada dentro deste preparado e misture bem.


Com um garfo tire peça por peça e coloque em frigideira com o óleo já quente. Frite as peças, virando se necessário, até que fiquem douradas. 


Aparência deste prato divino.

Sirva com arroz, maionese, e massa regada ao molho de alcaparras. Bom Apetite!

Circula na Internet: Primeiro automóvel da História







Vista do motor



Daqui também trememos, com a chance de assumir os controles de um Benz Patent-Motorwagen, primeiro modelo de automóvel da História. Criado na Alemanha, por Karl Benz, o "veículo com motor a gás" foi patenteado em 29 de janeiro de 1886 e deu sua primeira volta pelas ruas de Mannheim seis meses depois.

Passados exatos 125 anos, vivemos uma educativa experiência de dirigir a máquina pioneira. Foi no estacionamento do Boulevard Shopping, em Belo Horizonte, onde está sendo realizada, até 21 de agosto, a exposição Clássicos sobre Rodas.

O carro que dirigimos pertence ao colecionador Leo Gouvêa e é praticamente zero-quilômetro. Explica-se: por duas vezes (primeiro em 1980 e depois em 2002), a Benz fabricou pequenas séries do Patent-Motorwagen seguindo estritamente os projetos iniciais do carro de 1886.

Com a mão direita, o mecânico dá um forte puxão para girar o enorme volante do motor. Uma tentativa, duas e, na terceira, o que se ouve é o som de um passado remoto despertando 125 anos depois. É uma batida ritmada e metálica, lembrando uma máquina de costura: "tchaf-tchaf-tchaf-tchaf...". Quase dá para contar suas rotações. Eixos e engrenagens giram expostos aos olhos dos presentes, que se sentem num livro de Júlio Verne. Mesmo estacionado, o carro treme como se fosse um ser vivo.

Não são réplicas, mas clones perfeitos, com números de série e feitos pelo mesmo fabricante do original. Os carros foram distribuídos a concessionárias Mercedes e alguns chegaram a colecionadores, pelo preço aproximado de US$ 60 mil.

De perto, o primeiro dos automóveis é muito elegante com suas três rodas raiadas. Pesa apenas 265 kg e é muito mais leve do que as monstruosas carruagens que eram adaptadas com motores a vapor no século XIX.

O motor de quatro tempos tem apenas um enorme cilindro, na horizontal. O volante do motor é gigantesco e também vai deitado. Não há cárter: a lubrificação é feita por meio de pequenos recipientes de óleo, que pingam (quatro gotas por minuto) sobre o virabrequim e o mecanismo das válvulas. Também não existe radiador: a água para refrigeração fica dentro de um grande cilindro de cobre, se evaporando aos poucos.

Na época não havia postos de gasolina e Karl Benz comprava na farmácia algum combustível que, misturado a ar, gerasse boa explosão — podia ser éter ou benzina. Não havia acelerador: por uma espécie de válvula montada perto do banco, o motorista acertava a mistura e uma faixa constante de rotação.

Importante notar que esse velho Benz já trazia, de forma elementar, todos os princípios dos motores de quatro tempos usados nos carros de hoje.
De cima do motor sai uma correia de couro que gira um eixo no meio do chassi. Desse eixo saem duas correntes (como as de moto) para as rodas.
Não há marchas, nem pedais de freio ou acelerador. Apenas uma alavanca do lado esquerdo do motorista: empurrada para a frente, ela estica a correia de couro e faz o motor tracionar o eixo — e o Patent-Motorwagen ganha velocidade. Puxada para trás, ela deixa o carro em ponto morto e freia. Ré não há, mas o Benz pode ser empurrado facilmente.

Vamos andar! "Tchaf-tchaf-tchaf..." e o Benz ganha velocidade com esforço. Tomado o embalo, vai muito bem — sua velocidade de cruzeiro é pouco maior que a de um maratonista... Só não exija do motor de 0,9 cv encarar uma subida. Por menos íngreme que seja a ladeira, o carro terá que ser empurrado.
Uma barra ligada a uma engrenagem vira a única roda da frente. A direção é levíssima, já que os pneus são fininhos e de borracha maciça. Molas macias no eixo traseiro e sob o banco ajudam no conforto. A uns 14 km/h, a brisa já refresca o motorista.
A maior surpresa é que dirigir o Benz de 1886 é muito mais simples do que conduzir um carro moderno. Foram 20 minutos de retas e "curvas radicais". Ao fim, um grande sorriso nos lábios e a dúvida: será que, no futuro, os veículos serão tão simples e inteligentes? 


 

FICHA TÉCNICA - BENZ PATENT-MOTORWAGEN modelo 1886

ORIGEM: Alemanha

MOTOR: quatro tempos, um cilindro horizontal, refrigerado a água, 954 cm³, potência máxima de 0,9 cv (a 400 rpm)

TRANSMISSÃO: primária por correia e secundária por corrente. Tração traseira. Uma marcha à frente (sem ré)

SUSPENSÃO: dianteira, não existente. Traseira por molas elípticas
FREIOS: por correia de couro ligada ao eixo de transmissão

PNEUS: de borracha maciça

DIMENSÕES: comprimento: 2,70 m; largura: 1,40 m; altura: 1,45 m; entre-eixos: 1,45 m

PESO: 265 quilogramas

VELOCIDADE MÁXIMA: 16 km/h


Mulher ao volante

Bertha Benz e a primeira viagem de automóvel

Desde que o francês Nicolas-Joseph Cugnot fez um desajeitado trator militar movido a vapor, em 1769, muita gente tentou criar um automóvel prático.

Quem conseguiu foi o engenheiro alemão Karl Friedrich Benz (1844-1929). Desde 1871, ele trabalhava com fundições na cidade de Mannheim, no sudoeste da Alemanha.

Com a ajuda da bela esposa Bertha Benz (1849-1944), montou uma empresa para a construção de motores de combustão interna: primeiro de dois tempos e, finalmente, de quatro tempos. Os negócios, contudo, iam mal.

Entusiasta das bicicletas e dos motores, Benz acabou inventando o automóvel... Sua mente genial bolou um chassi tubular, um sistema de tração e pronto — nasceu o Patent-Motorwagen.
O curioso é que, a menos de 100 km de distância e sem o conhecimento de Benz, outro alemão também avançava na criação do automóvel. Era Gottlieb Daimler. Só em 1926 é que as empresas se uniriam, formando a Daimler-Benz.

O primeiro exemplar do Benz Patent-Motorwagen, de 1886, hoje está no Deutsches Museum, em Munique. Depois, vieram aperfeiçoamentos, até que as vendas ao público enfim começassem, em 1888.

Na primeira viagem de automóvel, iniciada em 5 de agosto de 1888, era Bertha Benz quem estava ao volante... Pela manhã, sem falar nada ao marido, ela pegou dois de seus filhos adolescentes e dirigiu até a casa da mãe.

Foi um passeio de 106 quilômetros dirigindo o terceiro exemplar do Patent-Motorwagen produzido. Nesse caminho, farmacêuticos forneciam benzina para alimentar o motor e sapateiros ajudavam a arrumar os freios (de couro). Richard e Eugen, os dois pimpolhos Benz, ajudavam mamãe a empurrar o carro ladeiras acima.

A viagem deu grande publicidade à firma do casal Benz e, a partir daí, vieram grandes aperfeiçoamentos nos freios e na caixa de câmbio.